STF decide por 4 a 1 contra novo recurso sobre revisão da vida toda

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta terça-feira (5) um placar de 4 votos a 1 para negar mais um recurso que buscava garantir o direito à revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O plenário virtual da Corte está avaliando um recurso da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que pleiteia que a revisão seja válida para aqueles que ajuizaram ações judiciais até 21 de março de 2024, data em que o tribunal vetou a revisão.

Até o momento, os ministros Nunes Marques, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para manter a decisão da Corte, que, em março de 2024, entendeu que os aposentados não têm o direito de optar pela regra mais favorável para o recálculo do benefício.

O único voto favorável aos aposentados foi proferido pelo ministro Dias Toffoli, que se manifestou a favor da modulação dos efeitos da decisão, garantindo a revisão aos aposentados que ajuizaram ações judiciais entre 16 de dezembro de 2019, data da publicação da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a revisão, e 5 de abril de 2024, data da decisão final do Supremo que vetou o direito.

O julgamento virtual teve início na sexta-feira (1°) e permanecerá aberto até a próxima segunda-feira (11). Faltam os votos de cinco ministros.

Entenda

Em março de 2024, o Supremo decidiu que os aposentados não têm o direito de optar pela regra mais favorável para o recálculo do benefício.

A decisão anulou uma deliberação anterior da Corte que era favorável à revisão da vida toda. Essa mudança ocorreu porque os ministros julgaram duas ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário que havia garantido aos aposentados o direito à revisão no STJ.

Ao considerar constitucionais as regras previdenciárias de 1999, a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional para os aposentados.

Antes da nova decisão do STF, o beneficiário tinha a opção de escolher o critério de cálculo que resultasse no maior valor mensal, permitindo ao aposentado avaliar se o cálculo da vida toda poderia aumentar ou não o benefício.

Fonte: Agência Brasil

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