Em meio à preparação para a Copa do Mundo de 2027 no Brasil, a seleção feminina enfrenta na noite deste sábado (6) a equipe dos Estados Unidos, atual campeã olímpica e vice-líder no ranking da Fifa. O jogo, que ocorrerá às 19h (horário de Brasília) na Neo Química Arena, em São Paulo, será o primeiro de dois amistosos contra as norte-americanas, que retornam a competir em território nacional após um hiato de quase 12 anos. Após a partida em São Paulo, Brasil e EUA se enfrentarão novamente na próxima terça (9), às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza.
A meio-campista Marta ainda é dúvida para o jogo desta noite. A jogadora participou do último treino na sexta (5), após ter sido poupada das atividades ao longo da semana devido a um desconforto na região posterior da coxa.
“A princípio, eu senti ela muito bem no treinamento. Achei um nível muito bom de jogo, mas deu pouco tempo”, disse Elias, que vai aguardar a avaliação do departamento médico para decidir se escala a jogadora para o jogo desta noite.
A última vez que a camisa 10 defendeu a Amarelinha foi em agosto do ano passado, quando a seleção conquistou a Copa América, em Quito (Equador), após uma disputa de pênaltis (5 a 4). Na ocasião, Marta foi decisiva na final contra a Colômbia.
Outra jogadora que retorna à equipe é a zagueira Rafaelle (Orlando Pride/EUA), que vestiu a Amarelinha pela última vez na conquista da prata olímpica em Paris. Além de Rafaelle, outras nove das 26 convocadas pelo técnico Arthur Elias subiram ao pódio em Paris.
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Histórico de embates Brasil x EUA
Desde que Arthur Elias assumiu o comando técnico da Amarelinha, em setembro de 2023, Brasil e Estados Unidos já se enfrentaram quatro vezes. As norte-americanas levaram a melhor nas finais da Copa Ouro e dos Jogos Olímpicos – ambos por 1 a 0. Nos dois amistosos disputados nos EUA, a seleção norte-americana venceu o primeiro por 2 a 0, enquanto a Amarelinha conquistou uma vitória histórica de virada (2 a 1), interrompendo um jejum de 10 anos sem vitórias sobre as rivais.
No retrospecto geral, a seleção dos EUA segue em vantagem: em 43 confrontos, foram apenas quatro vitórias da Amarelinha.
Ciente da rivalidade, a meio-campista Angelina, capitã da seleção, destaca que o fator casa pode ser desafiador para as norte-americanas.
“A gente sabe que os Estados Unidos têm esse histórico sim, mas é algo que a gente quer mudar. Prova disso é o último amistoso contra elas, a gente ganhar na casa delas. Isso foi o primeiro passo. Tem essa coisa de elas ganharem muitas Copas e Olimpíadas [quatro títulos mundiais e cinco ouros olímpicos], porém elas sabem muito bem o desafio que elas vão ter jogando aqui, com nosso estádio lotado, com o apoio do nosso torcedor empurrando a gente”, projetou Angelina.
Fonte: Agência Brasil
