Copa do Mundo deve impulsionar vendas no varejo alimentar após meses de retração

Supermercados esperam aumento na procura por bebidas, petiscos e itens para churrasco durante os jogos

A Copa do Mundo de 2026 deve representar um importante impulso para o varejo alimentar no Brasil após meses de desaceleração no consumo. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC Brasil aponta que 70% dos brasileiros pretendem fazer compras em supermercados para assistir aos jogos ao lado de familiares e amigos.

Entre os produtos mais procurados estão itens tradicionalmente ligados a confraternizações e encontros durante as partidas. Segundo o levantamento, 68% dos consumidores devem comprar bebidas alcoólicas e não alcoólicas, incluindo refrigerantes, energéticos e sucos. Os petiscos aparecem em seguida, com intenção de compra de 62%, enquanto itens para churrasco somam 60% e cervejas chegam a 59%.

O cenário representa uma retomada para categorias que vinham sofrendo redução no consumo nos últimos meses, especialmente diante do orçamento mais apertado das famílias brasileiras e da alta nos custos de vida.

A pesquisa também revela que 44% dos consumidores pretendem antecipar as compras em até uma semana antes dos jogos. A estratégia tem como objetivo aproveitar promoções, evitar filas e garantir disponibilidade dos produtos mais procurados durante o período da competição.

Com isso, o setor supermercadista deve intensificar ações promocionais, reforçar estoques e criar áreas temáticas para estimular as vendas. A expectativa é de aumento significativo na procura por snacks, bebidas, carnes para churrasco e produtos de preparo rápido.

Outro dado relevante é que 40% dos brasileiros afirmam que assistirão aos jogos na casa de amigos ou familiares. O comportamento favorece compras maiores e mais diversificadas, especialmente em supermercados e lojas de bairro.

A expectativa do setor é de crescimento no ticket médio durante a Copa do Mundo. Entre consumidores das classes A e B, por exemplo, os gastos podem saltar de R$ 619 para R$ 784 durante o período da competição.

O varejo alimentar vê a Copa como uma oportunidade estratégica para recuperar parte do consumo perdido nos últimos meses, marcados por juros elevados, inflação de serviços e endividamento das famílias brasileiras.

Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.

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