Justiça interroga suspeito do ataque a policiais civis na residência de Oruam

A Justiça do Rio de Janeiro realizou a audiência de instrução e julgamento do processo em que o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é acusado de tentativa de homicídio contra policiais civis.

A juíza Tula Côrrea de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, ouviu, nesta terça-feira (16), uma testemunha de defesa dos investigados. Também são réus no processo Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais.

No depoimento, Thallys Gabriel de Azevedo afirmou que os policiais estavam à procura dele na casa de Oruam. Segundo a testemunha, os policiais não se identificaram nem apresentaram mandado de busca e apreensão. Ele também relatou que foi colocado dentro do carro da Polícia Civil e que não presenciou a suposta agressão com pedras.

Após o depoimento, as defesas informaram que os réus optaram por permanecer em silêncio. Oruam, por sua vez, está com a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanece foragido.

Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, um dos líderes históricos do Comando Vermelho, que está preso há quase 30 anos em um presídio federal fora do Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio, o ataque ocorreu em julho de 2025, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes na casa de Oruam, localizada no bairro do Joá, na zona sudoeste do Rio.

O delegado Moyses Santana e o então oficial de cartório da Polícia Civil, Alexandre Ferraz, foram cumprir um mandado de busca e apreensão contra Thallys Gabriel, que na época era menor de idade e apontado por envolvimento com o tráfico de drogas, quando teriam sido agredidos com uma pedrada.

Na ocasião, Thallys conseguiu fugir da viatura policial e se escondeu em uma mata próxima, não sendo localizado.

Fonte: Agência Brasil

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