Modelo implantado pelo SLU em 2016 fortalece associações da categoria, amplia a coleta seletiva e garante mais dignidade e renda para centenas de trabalhadores
A coleta seletiva inclusiva, ou seja, aquela feita por cooperativas de catadores completou dez anos no Distrito Federal. O processo de inclusão dos catadores como prestadores de serviço começou em maio de 2016, quando o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) firmou os quatro primeiros contratos de coleta seletiva com cooperativas e associações da categoria.
Ao longo desses dez anos, o número de contratos só aumentou, chegando, atualmente, a 31 cooperativas de catadores contratadas pelo SLU que prestam o serviço de coleta seletiva e triagem de material reciclável. As contratações garantem a cobertura dos custos operacionais das cooperativas, como equipes de coletores e motoristas, uniformes, equipamentos de proteção individual (EPIs), maquinário e veículos.
“Os dez anos da coleta seletiva inclusiva mostram que é possível unir preservação ambiental, eficiência na gestão de resíduos e inclusão social. Reconhecer o trabalho dos catadores é essencial para fortalecer uma política pública que gera benefícios ambientais, sociais e econômicos para toda a população”, destaca o diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho.
Um dos principais diferenciais da coleta seletiva realizada pelos catadores é a mobilização comunitária promovida por esses profissionais. Os coletores e mobilizadores mantêm contato direto com a população, orientando e conscientizando sobre o descarte correto dos resíduos. Como resultado, o material reciclável coletado apresenta maior qualidade e melhor índice de aproveitamento.
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Para a catadora Maria D’Ajuda Santos, que trabalha há 12 anos na cooperativa R3, sediada em Santa Maria, o trabalho em cooperativa proporcionou mais dignidade e independência. “O SLU acreditou nos catadores quando nos contratou para fazer a coleta seletiva e isso foi muito importante. Isso melhorou a nossa renda, nossas condições de trabalho e o meio ambiente. Hoje temos material reciclável de qualidade para separar e melhorar nossa qualidade de vida”, ressalta.
*Com informações do Serviço de Limpeza Urbana (SLU)
Fonte: Agência Brasília
