O Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), em Brasília, recebeu autoridades do governo federal nesta quarta-feira (29) para apresentar as principais ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres no país. A agenda contou com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, da primeira-dama Janja Lula da Silva e de representantes de diferentes ministérios.
Durante a visita, foram apresentados os resultados da Operação Integrada Mulher Segura, os indicadores nacionais de feminicídio entre janeiro e junho de 2026 e as iniciativas desenvolvidas de forma conjunta pelos órgãos públicos.
Somadas, as duas fases da Operação Mulher Segura realizadas neste ano resultaram em 21.756 prisões. Desse total, 17.266 ocorreram em flagrante e 4.490 foram decorrentes do cumprimento de mandados de prisão.
Primeira fase teve mais de 6 mil prisões
A primeira fase da operação foi realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março. No período, foram registradas 6.328 prisões, sendo 4.548 em flagrante e 1.780 por mandados judiciais.
As forças de segurança também realizaram 38.801 atendimentos às vítimas e acompanharam 30.388 medidas protetivas. A mobilização envolveu 40.097 policiais em 2.615 municípios, além da realização de 6.785 campanhas de conscientização.
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Segunda fase ampliou mobilização nacional
Entre 1º de junho e 27 de julho, a segunda fase da operação contabilizou 15.428 prisões. Foram 12.718 prisões em flagrante e 2.710 mandados cumpridos.
Segundo os dados apresentados, 578.580 vítimas receberam atendimento e 29.112 medidas protetivas foram acompanhadas pelas equipes. Ao todo, 58.596 policiais participaram das ações, realizadas em 4.379 municípios. A operação também promoveu 7.726 campanhas de conscientização.
Monitoramento dos feminicídios
As autoridades também tiveram acesso aos indicadores nacionais de feminicídio referentes ao primeiro semestre de 2026. Os dados integram o Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Ministério das Mulheres.
O levantamento utiliza informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Estatísticas e Dados sobre Violência contra as Mulheres, o Sinesp VDE.
Durante o encontro, representantes do governo destacaram a necessidade de fortalecer a coordenação entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Também foi defendida a ampliação do acesso da população às informações e aos canais de proteção e denúncia.
Centro reúne inteligência e monitoramento
Inaugurado em março de 2026, o Centro Integrado Mulher Segura reúne atividades de inteligência, análise de dados e monitoramento de casos de violência de gênero.
As informações produzidas pelo centro servem de base para o planejamento de políticas públicas e de ações de prevenção, proteção às vítimas e repressão aos crimes praticados contra mulheres em todo o território nacional.
Também participaram da visita a ministra das Mulheres, Márcia Lopes; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; Leonardo Barchini, representante da Educação; a deputada federal Gleisi Hoffmann; e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
