A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (15), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deveria renunciar ao cargo até as 18h.
A declaração foi feita após a primeira parte uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado que debateu os desdobramentos de julgamentos da Corte.
A audiência, requerida pelo senador Alessandro Vieira, reuniu deputados e senadores. Damares informou que a sessão foi suspensa após a manifestação de 15 parlamentares e será retomada após o encerramento do julgamento da petição 16.662 no STF ou, alternativamente, às 18h, caso o julgamento não seja concluído.
Assista a entrevista: https://www.youtube.com/watch?
A senadora justificou a audiência pública como um instrumento necessário para que os parlamentares pudessem se manifestar sobre as decisões do STF.
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“O Senado Federal, a Câmara, o Congresso, não poderia ficar ausente nesse dia histórico para o Brasil”, disse. Damares argumentou que a audiência foi a única forma de abrir os microfones para os parlamentares debaterem a situação.
A parlamentar defendeu a renúncia de Moraes como a melhor solução para o atual cenário político.
“Nosso grande desejo é que ele renuncie. Porque aí já acaba com tudo, o Brasil volta a caminhar”, afirmou. Caso o ministro não renuncie, a senadora pediu a abertura de um inquérito para que ele possa se explicar sobre as acusações de que sua esposa teria se encontrado com advogados de acusados em processos sob sua relatoria.
“Que o inquérito seja aberto, onde ele vai ter a oportunidade de se explicar sobre o contrato da esposa com o [advogado de um dos acusados], sobre a parte do avião do [advogado] com a esposa, sobre as mensagens dele com o [advogado]”, declarou Damares.
A senadora também se comprometeu a pedir desculpas caso Moraes prove sua inocência. No entanto, ela disse que “tudo indica que ele não é inocente”.
Damares concluiu sua fala argumentando que a renúncia seria o melhor caminho para o país, especialmente em um ano eleitoral. “Temos uma eleição, estamos no meio de um processo democrático, da maior festa da democracia, que é a eleição. Queremos voltar para a festa”, disse.
