STF contabiliza cinco votos a favor da liberação de pagamento retroativo de penduricalhos

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta sexta-feira (26) cinco votos favoráveis à liberação do pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público.

Os votos foram proferidos durante o julgamento virtual de recursos que contestavam a decisão da Corte, a qual limitou os repasses dos benefícios e vetou o pagamento retroativo. Essa decisão foi tomada no dia 25 de março.

Atualmente, o placar do julgamento está em 5 votos a 0 a favor da liberação dos penduricalhos retroativos.

Os votos foram dados pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino.

De acordo com o entendimento dos relatores, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá encaminhar ao Supremo, no prazo máximo de 30 dias, a relação das verbas e gratificações legais que eram pagas antes da decisão da Corte.

Após receber o relatório, o Supremo poderá autorizar o pagamento dos retroativos, que deverão respeitar o limite de 35% estabelecido anteriormente.

O julgamento virtual se estende até segunda-feira (30), e ainda faltam os votos de cinco ministros.

Penduricalhos

Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos que, quando somados ao salário, ultrapassam a remuneração máxima definida constitucionalmente, atualmente fixada em R$ 46,3 mil.

No dia 25 de março, por unanimidade, os ministros decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios devem ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão receber pelo menos R$ 62,5 mil mensais, considerando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.

* Texto atualizado às 21h33 para acréscimo do voto do ministro Edson Fachin

Fonte: Agência Brasil

Nos siga no Google Notícias

Últimas Notícias