TST e UnB firmam parceria para preservar 20 mil horas de acervo audiovisual da Justiça do Trabalho

Acordo prevê digitalização, catalogação e modernização tecnológica de documentos históricos, fortalecendo a preservação da memória institucional e o acesso público ao patrimônio audiovisual.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Universidade de Brasília (UnB) deram um passo importante para a preservação da memória institucional da Justiça do Trabalho. As duas instituições assinaram, nesta quinta-feira (25), um Termo de Execução Descentralizada (TED) que permitirá a organização, digitalização, catalogação e modernização tecnológica de cerca de 20 mil horas de registros audiovisuais produzidos ao longo das últimas décadas.

A cerimônia foi realizada na sede do TST, em Brasília, com a presença do presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho, e da reitora da UnB, Rozana Reigota Naves, além de representantes das duas instituições.

O projeto será desenvolvido por uma equipe multidisciplinar formada por professores, pesquisadores e estudantes da Faculdade de Comunicação, da Faculdade de Ciência da Informação, do Arquivo Central e do Sistema de Bibliotecas da Universidade de Brasília. A metodologia utilizada foi desenvolvida pela própria UnB e já foi aplicada em projetos de preservação da memória institucional da universidade.

Preservação de um patrimônio histórico

A iniciativa tem como objetivo garantir a conservação de um acervo que registra momentos marcantes da história da Justiça do Trabalho e da vida pública brasileira. Além da recuperação dos documentos, o projeto busca atualizar os formatos de armazenamento, organizar os arquivos e ampliar o acesso às informações, reduzindo o risco de perda provocado pela deterioração dos suportes físicos e pela obsolescência tecnológica.

Para o presidente do TST, preservar esse patrimônio significa manter viva a trajetória da instituição e contribuir para a produção de conhecimento.

“Por este Tribunal passaram figuras importantes da vida pública brasileira. Esse acervo será uma fonte valiosa para pesquisadores das áreas de História, Sociologia, Direito e Comunicação”, destacou o ministro Vieira de Mello Filho.

Conhecimento a serviço da sociedade

A parceria também fortalece a aproximação entre o Poder Judiciário e a Universidade de Brasília. Após o processo de recuperação, os documentos poderão ser utilizados em pesquisas acadêmicas, atividades de ensino, projetos de extensão e consultas públicas, ampliando o acesso da sociedade ao patrimônio histórico da Justiça do Trabalho.

A reitora da UnB, Rozana Reigota Naves, ressaltou que preservar a memória é uma das missões das universidades públicas e destacou o papel da tecnologia nesse processo.

“A memória precisa ser preservada, reconstruída e analisada. As novas tecnologias nos permitem transformar esses documentos em conteúdos mais acessíveis para a sociedade”, afirmou.

Capacitação e inovação tecnológica

Além da digitalização do acervo, o acordo prevê ações de capacitação voltadas aos servidores do Tribunal e à comunidade acadêmica. Serão promovidas oficinas sobre preservação documental, gestão da memória, acesso à informação e transferência de tecnologia, fortalecendo a formação de profissionais especializados na área.

Ao comentar a relevância do projeto, o presidente do TST lembrou que a história da Justiça do Trabalho está diretamente ligada à conquista dos direitos sociais no Brasil.

“A Justiça do Trabalho nasceu da luta dos trabalhadores pela proteção de seus direitos. Preservar essa memória é permitir que as novas gerações compreendam a origem e a função social dessa instituição”, ressaltou.

Acervo ficará disponível ao público

O acordo também estabelece as responsabilidades de cada instituição na execução das atividades, incluindo o acompanhamento técnico, a gestão dos recursos e a avaliação dos resultados. Ao término do projeto, a Universidade de Brasília apresentará um relatório de execução ao Tribunal Superior do Trabalho.

Todo o material recuperado ficará disponível para consulta pública, permitindo que pesquisadores, estudantes e a sociedade tenham acesso a um importante patrimônio histórico do Judiciário brasileiro.

Por Cris Oliveira
Blog da Cris – Mulheres Falando de Política

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