Em março, vendas do varejo crescem 2,7% no Distrito Federal

Dados do IBGE mostram avanço acima da média nacional, com destaque para os setores de informática, artigos pessoais e móveis no Distrito Federal

O comércio varejista do Distrito Federal registrou crescimento de 2,7% no volume de vendas em março de 2026, na comparação com fevereiro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O desempenho da capital federal ficou acima da média nacional, que apresentou alta de 0,5% no período.

Na comparação com março de 2025, o volume de vendas do varejo no DF avançou 11,7%. Já o acumulado do ano registra crescimento de 7,7%, enquanto o resultado acumulado nos últimos 12 meses aponta alta de 5,0%.

O levantamento também mostra resultado positivo no comércio varejista ampliado — que inclui os segmentos de veículos, motos, peças, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo. Nesse recorte, o volume de vendas cresceu 0,8% em março na comparação com fevereiro. Frente ao mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 12,2%.

A receita nominal de vendas do comércio varejista no Distrito Federal também apresentou crescimento. Em março, houve alta de 2,9% em relação ao mês anterior, considerando a série com ajuste sazonal. Na comparação anual, o aumento chegou a 13,4%.

Setores registram crescimento expressivo

Dos oito grupamentos pesquisados pelo IBGE no Distrito Federal, sete apresentaram crescimento no volume de vendas em março de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O maior destaque foi o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que registrou alta de 56,6%, recuperando-se após quedas consecutivas desde dezembro de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: alta de 37,6%;
  • Móveis e eletrodomésticos: crescimento de 24,1%;
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: avanço de 14,2%;
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: alta de 10,3%;
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: crescimento de 9,5%;
  • Tecidos, vestuário e calçados: aumento de 5,0%.

O único setor a registrar queda foi o de combustíveis e lubrificantes, com retração de 0,2%, mantendo a sequência negativa iniciada em junho de 2025.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) acompanha o desempenho conjuntural do comércio varejista brasileiro e investiga a receita bruta de revenda em empresas formalmente constituídas com 20 ou mais empregados, cuja principal atividade é o comércio varejista.

Criada em 1995, a pesquisa divulga mensalmente indicadores de volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e o comércio varejista ampliado em todo o país e nas unidades da federação.

A próxima divulgação da PMC, referente ao mês de abril de 2026, está prevista para 16 de junho.

Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.

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