A crise de representatividade política e a falta de confiança nos líderes partidários não é novidade no Brasil. Na maioria dos casos os políticos vivem um casamento frustado após se filiarem e ganharem as eleições, mas ninguém esperava que no PSL, a crise viria em menos de um ano de mandato.

Com baixas filiações, os partidos políticos são reféns de um sistema camufladamente monarquista, que invade a democracia brasileira por meio dos apadrinhamentos, antes feitos para queridinhos e hoje, abertamente, para os filhos.
Esse tem sido o problema no PSL. O filme em cartaz deixou de ser os três filhos de Francisco, para se chamar Os Três Filhos de Jair Bolsonaro.

Depois de tentar ser Embaixador dos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro passou por mais uma frustração, a de não ser o escolhido na pressão para presidir o PSL Nacional. Como relatou a deputada federal Joice Hasselmann, os meninos têm atrapalhado o País. A traição veio do filho do Presidente, Eduardo Bolsonaro, que defendeu o nome do delegado Valdir de primeira mão. Não tenho medo de moleques, nem foi Embaixador, nem foi presidente do PSL e nem foi lider, disse a deputada.

A divisão no PSL demostra que Partidos Políticos são entidades falidas que não representam mais a população, e que não têm condições de continuarem nessa cacifação imensurável. O PSL se comporta como o PT que explodiu os aliados. Com a falta de moral partidária, é sabido que a única forma seria a candidatura avulsa e o fim das siglas no Brasil, que agora estão fortalecidas com o fundo partidário público. Se a coisa era ruim, ficou pior. O brasileiro, antes frustado com os líderes políticos, agora também paga as contas da baixaria.

 

Cris Oliveira