1) Após a reunião dos parlamentares, o Sr. se colocou totalmente contra o Projeto que o Governador Ibaneis enviou para aprovação. O texto teve correções do Executivo, após a polêmica que vem causando. A correção do texto mudou o conteúdo?


R: O texto não mudou o conteúdo, apenas a redação que veio com a supressão  no parágrafo 11, que falava em extinções de carreira de servidores, mas continua com a extensão das OSS, em hospitais. Continuou a polêmica da implantação das Organizações Governamentais no serviço público. Não passa.

2) O PL tem dividido suas opiniões de sindicalista e deputado em relação ao melhor atendimento da população do DF pelo serviço público de saúde?


R: Continuo com o mesmo sentimento, não mudei minhas convicções por ter sido eleito, ao contrário, hoje posso defender com mais veemência a categoria. Há anos venho defendendo a melhoria da Saúde Pública com respeito aos servidores que nela prestam serviços para a população do DF.

3) A extensão das Organizações Sociais dentro do Serviço Público de Saúde não é bem vista por onde foi implantada. Podemos citar o Goiás, como exemplo. Por que todo governador que assume o DF quer implantar as Organizações Sociais na Saúde? Seria uma forma de reduzir responsabilidades?


R:Vimos acontecer em todos os Estados da Federação, que tentaram correr do serviço público para as Organizações Sociais. É inadmissível e não dará certo no DF também. Goiás, Rio de Janeiro e outros pioraram com as Organizações Sociais e hoje não conseguem voltar atrás e devolver o que é dever do Estado. Meu receio é esse, de mais tarde não existir mais o conserto. 


4) O Sr. citou que o PL acaba com anos de luta em busca de um plano de carreira para os servidores da saúde, mas chegou a marcar um debate com os servidores de Santa Maria para discutir a pauta. Logo em seguida, pediu a saída do PL. Não cabe debate? Por que?


R: Fui convidado por colaboradores e servidores que estão apavorados com o PL e sua nocividade para os servidores da saúde. Estou indo para esclarecimentos das informações desencontradas e tenho certeza que o debate entre as esferas envolvidas é o melhor caminho. Todos sabem a minha posição. 


5) Qual seria a solução para melhorar o CAOS que se instalou na gestão pública de saúde do DF? Que sugestão o Sr. tem para amenizar também as cobranças que o Governador sofre em relação à péssima qualidade no atendimento da saúde? 


R: O Principal problema da saúde é a gestão. Mas que tipo de gestão? Gestão com profissionais que possam atender às esferas que são dispensadas pelos gestores atuais, como a area da tecnologia para sanar o problema dos maquinários quebrados há anos, faturamento de procedimentos para passar com austeridade as faturas para o Ministério da Saúde mantendo os recursos em dia. Um bom serviço de Recursos Humanos que possa sanar as filas de espera dos pacientes, que às vezes ficam 30 dias esperando internados em hospitais à espera de vaga para cirurgia ou até mesmo à espera de um fio ou algo que podia ser solucionado, com uma boa gestão com planejamento em todas as áreas. 


6) Essa situação desagradável entre a CLDF e o Poder Executivo abala a base governista na CLDF?


R: O Governador quer resolver as coisas e por isso é compreensivo às vezes voltar atrás por falar algo que não deveria. Reconhecer erro é sensates e virtude e temos visto isso nele. Acho que não está abalada. Apenas os poderes estão se alinhando.

Cris Oliveira

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