Iniciativa da Sejus chegará à nova região nos próximos dias, reforçando o objetivo de levar o cuidado com a saúde física e mental na terceira idade a toda a capital federal; projeto já conta com 47 polos espalhados pelo Distrito Federal
Nos próximos dias, o programa Viver 60+, da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus), vai se expandir e alcançar mais uma região: o Lago Sul. A partir do dia 25, à tarde, os atendimentos serão prestados na administração da cidade, na QI 11. A ampliação reforça uma das principais premissas do projeto: o combate ao isolamento e o cuidado com a pessoa idosa devem alcançar todos os territórios. Consolidado como uma política pública permanente de governo, o programa focado em atividades físicas, culturais e de lazer já atende mais de 11 mil idosos no DF.
Núcleos itinerantes
Os outros seis polos funcionam de forma itinerante, viabilizados por um termo de fomento no valor de R$ 4 milhões com organizações da sociedade civil (OSCs). Com a expectativa de atender até 9 mil idosos ao longo do ano, esses núcleos itinerantes permanecem por dois meses em cada cidade, oferecendo uma estrutura completa antes de seguir para a próxima parada.
“Não é sobre a condição social, é sobre o olhar para a pessoa que está isolada dentro de casa, em depressão, sozinha, com a sensação de vazio. Isso acontece muito, porque idosos passam por perdas”
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O polo mais recente desse modelo começou a funcionar na Quadra 102 do Recanto das Emas, no dia 4 deste nÇesm e foi um sucesso imediato. “Em menos de uma semana, em cinco dias, já tínhamos 160 inscritos”, comemora Marli Andrade, coordenadora do núcleo.
Segundo Marli, o cronograma é atrativo e gera de 1 mil a 1,2 mil atendimentos, já que os idosos costumam se matricular em mais de uma aula. “Nós temos ginástica, fisioterapia, pilates, dança, inclusão digital, informática, fotografia, artesanato, crochê, musculação, customização de roupas e acessórios e psicologia. As modalidades que têm mais procura são a fisioterapia, o pilates e a musculação”, detalha a coordenadora.
Até o fim do ano, o núcleo itinerante passará ainda por São Sebastião, Itapoã e Plano Piloto. “É muito gratificante. A gente vê o nosso trabalho sendo reconhecido e bem-aceito por eles. Eles pegam um carinho tão grande pela gente!”, celebra Marli.
Fim das dores e novas amizades
O impacto na qualidade de vida dos participantes é tão significativo que muitos idosos viajam entre as cidades para continuar acompanhando o núcleo itinerante. É o caso da aposentada Regina Luzia Pereira, de 63 anos, que iniciou as atividades no Sol Nascente, acompanhou o projeto até Samambaia e, agora, frequenta o núcleo do Recanto das Emas. “Eu ficava lá em casa sem ter o que fazer, deitada, assistindo à televisão, comendo. Agora, todo dia levanto cedo, pego o ônibus e estou aqui”, conta a moradora do Sol Nascente, que hoje preenche as manhãs com aulas de crochê e musculação.
Para Francisca Moreira de Araújo, 69, aluna de informática e musculação, o programa foi essencial para recuperar a mobilidade. “Teve uma época em que eu nem conseguia me mexer. Meu braço não subia, eu não me levantava nem virava”, relembra. Hoje, ao mostrar a mobilidade recuperada, ela comemora a melhora física: “Eu vou orar muito a Deus para vir mais vezes, porque é muito bom. Gosto muito dos exercícios”.
Além do fortalecimento físico promovido por atividades como pilates e ginástica, o Viver 60+ oferece suporte psicológico e atua diretamente no combate à solidão. O casal Sinesio Gomes Mendes, 65 , e Maria de Fátima Antunes, 62, relata que a convivência substituiu o silêncio da casa vazia. “É maravilhoso porque, além da interação com outras pessoas, acaba que os filhos crescem e têm a vida deles, né? E a gente acaba tendo um círculo muito grande de amizades”, conta Maria de Fátima, ao frisar a importância do acolhimento e da saúde mental proporcionados pelo projeto. Ao lado do marido, ela pratica musculação. “O pessoal é bem acolhedor. É muito bom vir”, complementa.
Fonte: Agência Brasília
