A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o Governo do Distrito Federal irá reavaliar o atendimento prestado às gestantes durante o pré-natal na rede pública de saúde. A declaração foi dada após a repercussão das mortes de duas gestantes que sofreram complicações relacionadas ao parto no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Os casos estão sendo investigados pelas autoridades de saúde e pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Segundo a governadora, é necessário verificar se todos os protocolos de acompanhamento estão sendo cumpridos, desde as consultas nas unidades básicas de saúde até a realização de exames e o encaminhamento de gestantes com sinais de risco para o atendimento especializado.
O caso reacendeu o debate sobre a qualidade da assistência prestada durante a gestação, especialmente na identificação precoce de condições que podem colocar em risco a vida da mãe e do bebê.
Entre as situações que exigem atenção está a placenta acreta, uma condição grave em que a placenta se fixa de forma anormal na parede do útero. Quando identificada ainda durante o pré-natal, a paciente deve ser encaminhada para o pré-natal de alto risco e o parto é planejado por uma equipe multiprofissional, reduzindo significativamente os riscos de complicações.
Especialistas explicam que médicos da Estratégia Saúde da Família podem acompanhar gestantes de baixo risco. Entretanto, ao identificar qualquer fator que caracterize uma gravidez de alto risco, o protocolo determina o encaminhamento para um ginecologista obstetra ou para serviços especializados.
- Agências do Trabalhador oferecem 910 vagas de emprego no DF com salários de até R$ 8 mil
- Celina Leão exalta Gustavo Rocha em evento do Republicanos e reforça pré-candidatura a vice-governador
- IgesDF abre seleção para técnico de enfermagem na área de saúde mental
- Restaurante Comunitário da Estrutural retoma atendimento nesta terça-feira (14)
- Celina Leão determina apuração rigorosa sobre morte de paciente no Hospital de Base
Outro ponto que poderá entrar na avaliação é a qualidade dos exames de imagem realizados durante a gestação. Ecografias são fundamentais para detectar alterações na placenta e outras condições obstétricas que exigem acompanhamento especializado. Caso haja falhas na realização ou interpretação desses exames, o diagnóstico pode não ocorrer a tempo.
A retirada do útero durante o parto, procedimento conhecido como histerectomia obstétrica, geralmente ocorre em situações extremas para controlar hemorragias graves e salvar a vida da paciente. Embora seja uma medida que pode ser necessária em emergências, especialistas destacam que muitas dessas ocorrências podem ser melhor planejadas quando condições como a placenta acreta são diagnosticadas antes do parto.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal deverá apurar as circunstâncias do caso para verificar se houve falhas no atendimento, desde o pré-natal até a assistência prestada durante o parto.
Cristiane de Oliveira Alves
Jornalista | Editora-chefe do Blog da Cris – Mulheres Falando de Política
