Vereador de São Paulo, Senival Moura, pede afastamento do PT

O vereador Senival Moura, preso em São Paulo na última quinta-feira (25), solicitou seu afastamento do PT, conforme comunicado do diretório do partido. O político é alvo de investigações por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Informamos que o vereador Senival Moura encaminhou, neste sábado (27), à direção do Diretório Municipal do PT São Paulo, o pedido de afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, com a justificativa de se dedicar à sua defesa e de não vincular os últimos acontecimentos ao partido”, diz a nota.

A defesa do vereador expressou “profunda indignação” em relação à prisão, que ocorreu durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público para investigar a infiltração do PCC em uma empresa de ônibus que atua na capital paulista.

“O vereador Senival Pereira de Moura recebeu com profunda indignação a notícia da decretação de sua prisão temporária no âmbito de investigação em curso”, afirma a nota.

O parlamentar continua detido. A nota também menciona que o vereador “confia na Justiça e tem absoluta convicção de que, ao longo da investigação, ficará demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte”.

Senival foi preso sob suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC utilizando a empresa de ônibus Transunião, que presta serviços à cidade de São Paulo.

O PT, por meio de nota, também se manifestou sobre a prisão de Senival, informando que “tomou conhecimento dos fatos e acompanhará o desenrolar das investigações”.

O partido encaminhará o caso à sua Comissão de Ética, que poderá adotar “medidas disciplinares cabíveis, inclusive o afastamento cautelar e a eventual expulsão do filiado, assegurados o amplo direito de defesa, o contraditório e o devido processo legal”.

A nota do PT ressalta que o Diretório Municipal do partido de São Paulo “não compactua com qualquer prática ilícita e reafirma que todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, com respeito à lei e às garantias constitucionais”.

Fonte: Agência Brasil

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