José Roberto Arruda tentou transformar o debate da Band em uma comparação entre a Brasília atual e a de suas antigas gestões. Prometeu metrô, hospitais, melhorias na educação e retomou o discurso das grandes obras, chegando a citar Juscelino Kubitschek para defender que o DF volte a “pensar grande”.
Mas o passado político e judicial do ex-governador também entrou em cena.
Nas considerações finais, Celina Leão (PP) não citou Arruda diretamente, mas afirmou que Brasília precisa ser governada por alguém “com ficha limpa” e que não deva centenas de milhões de reais aos cofres públicos. O recado teve endereço político evidente.
Arruda acumula condenações por improbidade administrativa em processos relacionados à Operação Caixa de Pandora. Embora cada ação tenha recursos, decisões e efeitos jurídicos próprios, esse histórico deve ser explorado pelos adversários durante toda a campanha.
A estratégia de Arruda é concentrar a disputa em seu legado administrativo e nas obras que promete realizar. Já seus concorrentes trabalham para impedir que o eleitor separe o gestor de sua trajetória judicial.
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Entre a Brasília grandiosa apresentada no discurso e o peso da Caixa de Pandora, Arruda deixou claro como pretende conduzir sua campanha. O desafio será convencer o eleitor a olhar apenas para as promessas enquanto seus adversários mantêm o passado no centro da eleição.
