O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (24) que o combate ao crime organizado não pode ser resolvido somente com o aumento das penas para criminosos.
Moraes participou da abertura de uma audiência pública convocada pelo Supremo para debater a Lei Antifacção (Lei 15.358 de 2026), norma que instituiu o marco legal de combate ao crime organizado.
O ministro é relator de quatro ações de inconstitucionalidade contra a lei.
Na avaliação do ministro, o combate às facções não se resolve apenas com o aumento das penas e deve contar com a participação conjunta do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e das polícias.
“Se aumentar a pena resolvesse, bastava colocar pena de 100 anos para todos os crimes. Ninguém iria cometer crime. Não adianta. O crime organizado não está preocupado com o tamanho da pena. Está preocupado com a impunidade. Se acha que vai ficar impune, isso leva a mais prática do crime”, afirmou.
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Moraes também citou que um terço das pessoas presas de forma provisória cometeram crimes sem violência. Para o ministro, as prisões devem ocorrer conforme a gravidade das condutas.
“O Brasil prende muito e prende mal. É a legislação. Não é culpa da polícia, do Ministério Público, da Defensoria, do Judiciário”, completou.
O STF pretende ouvir 48 expositores na audiência pública, que será retomada nesta terça-feira (25).
Fonte: Agência Brasil
