A magistrada baiana Margareth Rodrigues Costa tomou posse, na tarde desta quinta-feira (7), no cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho. A solenidade administrativa foi conduzida pelo presidente da Corte, Vieira de Mello Filho.
Seguindo o protocolo da cerimônia, a nova ministra prestou compromisso regimental, assinou o termo de posse e recebeu a comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau Grã-Cruz.
Ao dar as boas-vindas à magistrada, o presidente do TST destacou sua longa trajetória no Judiciário trabalhista. “Recebemos hoje uma magistrada com 36 anos de carreira, filha de uma das primeiras juízas do Trabalho do Brasil”, afirmou Vieira de Mello Filho.
Margareth Rodrigues Costa assume a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ocorrida em outubro de 2025. Com a posse, o TST passa a contar com sete mulheres em sua composição. Ao longo da história da Corte, Margareth é apenas a 12ª mulher entre os 158 ministros que já integraram o tribunal.
Compromisso com a Justiça do Trabalho
Designada para atuar na Sétima Turma e na Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), a ministra afirmou que pretende exercer uma atuação técnica, imparcial e humanizada.
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“Ninguém chega ao TST sem trazer um grande lastro, uma história de vida dedicada à justiça”, declarou. “Costumo dizer que nós não temos nem lado, nem causa, nem interesses, nós temos ideais. E o maior ideal que me move ainda é a Justiça do Trabalho.”
A ministra também ressaltou a importância da sensibilidade e da integridade no julgamento das causas trabalhistas.
“A nós cabe atentar, observar, decidir, olhar os processos com todo critério, com todo cuidado, com toda integridade, sem nenhum tipo de parcialidade, com retidão, confiando que aqueles processos poderiam ser de qualquer um de nós”, afirmou.
Representatividade feminina no Judiciário
Durante o discurso, Margareth Rodrigues Costa destacou a importância da presença feminina nos tribunais superiores e relembrou a influência da mãe, a juíza do trabalho Rosalina Rodrigues.
“Eu já trago uma história diferente, porque minha história traz mulheres no Judiciário. Em 1964, minha mãe já era juíza do trabalho. Chegar até aqui não é fácil, mas é possível. Quero que todas as mulheres se sintam encorajadas, com disposição, para seguir a carreira, para acreditar que conseguem”, declarou.
Segundo a nova ministra, a presença feminina amplia perspectivas e contribui para uma Justiça mais plural e sensível às demandas sociais.
Perfil
Natural de Salvador, Margareth Rodrigues Costa ingressou na Justiça do Trabalho em maio de 1990. Em 2014, foi promovida ao cargo de desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região pelo critério de merecimento.
No TRT da Bahia, dirigiu a Escola Judicial entre 2017 e 2019 e também foi convocada diversas vezes para atuar no Tribunal Superior do Trabalho.
Ao encerrar a cerimônia, o presidente do TST desejou êxito à nova ministra em sua atuação em Brasília e agradeceu ao desembargador José Pedro Camargo Rodrigues de Souza por sua contribuição aos trabalhos da Corte.
Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.
