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No dia 15 de junho de 2026, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inaugurou a Galeria a Céu Aberto, com a exposição gratuita intitulada Humanidades, que apresenta 20 fotografias do renomado fotógrafo humanista João Roberto Ripper. A mostra, que destaca temas relacionados aos direitos humanos, está localizada no gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos.
As imagens expostas refletem diversos momentos da trajetória de Ripper, com ênfase nas populações mais vulneráveis. Aos 76 anos, o fotógrafo expressou que a nova galeria proporciona um espaço para a discussão sobre humanidades e direitos humanos.
“Abre espaço também para que outros fotógrafos usem esse espaço. É importante criar espaços onde esses trabalhos possam se multiplicar. A Fiocruz vai disponibilizar esse material para as organizações de direitos humanos”, afirmou Ripper.
Dante Gastaldoni, fotógrafo e curador da exposição, comentou que selecionou 20 fotos que buscam oferecer um mergulho na obra de Ripper, com um enfoque no afeto.
“É uma fotografia fruto da relação de afeto entre fotógrafo e fotografados. A gente se apegou ao afeto que transborda da obra do Ripper. É uma ode ao amor, ao afeto, à solidariedade expressa em fotografias”, destacou Dante.
Rodrigo Murtinho, pesquisador em saúde pública e professor do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz), um dos coordenadores da nova galeria, compartilhou que a ideia para o espaço surgiu em 2018, durante uma viagem a Montevidéu, no Uruguai, onde viu uma exposição de fotos sobre refugiados em uma galeria a céu aberto no Parque Rodó.
“Não tinha ninguém melhor do que o próprio Ripper para inaugurar essa galeria. São mais de 50 anos dedicados aos direitos humanos de forma ampla. Aqui, na Fiocruz, a gente trabalha com o conceito ampliado de saúde, que é sinônimo de cidadania e que dialoga direto com os direitos humanos”, afirmou Murtinho.
As fotografias expostas fazem parte do Acervo João Roberto Ripper, disponível no Fiocruz Imagens. Este projeto, que integra as iniciativas de Acesso Aberto da Fiocruz, foi desenvolvido para a conservação e divulgação do trabalho do fotodocumentarista e reúne mais de 180 mil fotogramas em película de Ripper, que estão sendo digitalizados e catalogados.
Fonte: Agência Brasil
