Grass transforma paralisação de professores em palanque eleitoral a quatro dias do segundo turno

Restrito à própria base esquerdista, Grass aposta em ato do Sinpro na reta final; tentativa de aproximação com eleitores de direita por meio da mudança de cores da campanha não demonstra resultado comprovado

A quatro dias do segundo turno das eleições, o candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) levou o discurso de campanha à manifestação de professores organizada pelo Sinpro-DF, nesta quarta-feira (21/10), em frente ao Palácio do Buriti. Ao participar do ato e direcionar críticas à governadora Celina Leão (PP), adversária na disputa, Grass transformou a mobilização também em palco eleitoral.

A presença do candidato pode ser interpretada como uma tentativa de ampliar sua exposição e conquistar votos na reta final da corrida pelo governo. A votação está marcada para domingo (25/10).

Em fala à imprensa, Grass afirmou ter recebido denúncias de professores que teriam sido proibidos de usar adesivos políticos nos carros e nas camisas. O candidato classificou os relatos como assédio eleitoral. As informações fornecidas não incluem documentos ou detalhes que permitam verificar os episódios.

Grass também criticou Celina por não receber os manifestantes. Com isso, associou as reivindicações da categoria ao embate eleitoral, buscando desgaste para a adversária nos últimos dias de campanha.

A presença de Grass reforçou as críticas ao alinhamento partidário do Sinpro-DF e levantou questionamentos sobre a prioridade dada à disputa eleitoral em meio às reivindicações dos professores.

 

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