O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou solidariedade à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) nesta terça-feira (14), após a parlamentar afirmar que passou a ser alvo de críticas, ofensas e ataques pessoais por declarar apoio à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais, Caiado classificou como “inaceitável” a escalada de ataques direcionados à senadora e afirmou que o episódio configura violência política de gênero.
“A direita é maior que isso. Minha total solidariedade”, escreveu o ex-governador de Goiás, acrescentando que divergências políticas não podem justificar ataques à honra e à imagem de mulheres que atuam na vida pública.
Segundo Damares Alves, as críticas extrapolaram o campo político e passaram a atingir sua vida pessoal, com disseminação de boatos e ofensas que, segundo ela, são incompatíveis com o ambiente democrático.
A manifestação de Caiado se soma a outras demonstrações de apoio recebidas pela senadora. Na segunda-feira (13), a primeira-dama Janja da Silva também repudiou os ataques direcionados a Damares e Michelle Bolsonaro, defendendo o respeito às mulheres na política, independentemente de suas posições ideológicas.
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Nos bastidores do campo conservador, a crise expõe um racha entre grupos bolsonaristas. Parte dos ataques contra Damares, segundo aliados da senadora, tem partido de setores ligados ao próprio bolsonarismo que não concordam com o espaço político conquistado por Michelle Bolsonaro ao longo dos últimos anos, especialmente à frente das ações voltadas às mulheres.
Michelle consolidou sua liderança no segmento feminino da direita ao ampliar sua presença nacional em eventos, agendas políticas e mobilizações com eleitoras, tornando-se uma das principais figuras do campo conservador. Esse protagonismo, na avaliação de aliados, passou a despertar resistência dentro do próprio grupo político, principalmente entre setores que disputam influência sobre o eleitorado conservador.
Apesar das divergências internas, Caiado defendeu que disputas políticas não podem ultrapassar os limites do respeito e reforçou que ataques pessoais contra mulheres devem ser combatidos por todos os setores.
Por Cris Oliveira
