Brasil envia terceiro voo humanitário com medicamentos e hospital de campanha para vítimas dos terremotos na Venezuela

O Governo Federal enviará, na tarde deste sábado (27), o terceiro voo de ajuda humanitária à Venezuela, levando kits de medicamentos e um módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A aeronave partirá da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, como parte da operação coordenada para prestar assistência às vítimas dos terremotos que atingiram o país vizinho na última quarta-feira (24).

A missão foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra o esforço internacional de resposta à crise humanitária provocada pelos fortes tremores.

A carga transporta medicamentos e insumos essenciais para atendimentos de emergência, incluindo antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, seringas, luvas, dispositivos para infusão, esparadrapos e máscaras.

Ao todo, o Brasil destinará cinco kits de calamidade à Venezuela, somando 111,8 mil medicamentos e insumos. Segundo o Governo Federal, o material é suficiente para atender aproximadamente 1.500 pessoas durante um mês, sem comprometer os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).

Hospital de campanha e purificadores de água

Além dos medicamentos, um segundo voo programado para este sábado transportará um hospital de campanha e purificadores de água, ampliando a capacidade de atendimento às vítimas e contribuindo para o fornecimento de água potável nas áreas afetadas.

A primeira missão brasileira partiu na sexta-feira (26), da Base Aérea de Guarulhos, em São Paulo, a bordo de uma aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira, que pousou na Base Militar El Libertador, em Maracay.

A operação é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, em articulação com as autoridades venezuelanas e organismos internacionais.

Mais de 900 mortos

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, seguidos por cerca de 20 réplicas, causaram destruição em diversas regiões da Venezuela, incluindo a capital, Caracas.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades venezuelanas, pelo menos 920 pessoas morreram e cerca de 2,9 mil ficaram feridas. As equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes, e o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias.

Diante da gravidade da situação, a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e fez um apelo à comunidade internacional por apoio humanitário.

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