O Distrito Federal confirmou sua posição de destaque nacional na educação em 2025. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (19), mostram que o DF lidera diversos indicadores educacionais do país, incluindo escolarização, conclusão do ensino médio e formação superior.
Segundo o levantamento, 75,2% das pessoas com 25 anos ou mais concluíram pelo menos o ensino médio, o maior percentual entre todas as unidades da Federação. Além disso, 41,3% dos adultos possuem ensino superior completo, também o índice mais elevado do Brasil.
Outro destaque é a média de escolaridade da população adulta, que chegou a 12,2 anos de estudo, superando a média nacional de 10,2 anos.
Taxa de analfabetismo é uma das menores do país
O DF registrou uma taxa de analfabetismo de 2,0% entre pessoas com 15 anos ou mais, menos da metade da média brasileira, que ficou em 4,9%. Ao todo, cerca de 48 mil pessoas ainda não sabem ler ou escrever na capital federal.
A pesquisa mostra que o analfabetismo continua fortemente relacionado à idade. Entre os moradores com 60 anos ou mais, a taxa sobe para 7,0%.
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Diferenças raciais persistem
Apesar dos avanços educacionais, os dados revelam desigualdades importantes entre grupos raciais.
Entre pessoas de 25 anos ou mais, 82,8% dos brancos concluíram ao menos o ensino médio, enquanto entre pretos e pardos o percentual é de 70,1%, uma diferença de 12,7 pontos percentuais.
No ensino superior, a distância também chama atenção. Entre jovens de 18 a 24 anos, 59,8% dos brancos estavam cursando ou já haviam concluído a graduação, contra 41,9% dos pretos e pardos.
Os anos médios de estudo seguem a mesma tendência. Pessoas brancas possuem, em média, 13,2 anos de escolaridade, enquanto pretos e pardos registram 11,6 anos.
Número de estudantes cresce
O Distrito Federal contabilizou 959 mil estudantes em 2025, com aumento da taxa de escolarização de 30,7% para 32,0% em relação ao ano anterior. O índice ficou acima da média nacional, de 27,1%.
A faixa etária de 15 a 17 anos apresentou taxa de escolarização de 97,6%, uma das mais altas do país. Entre jovens de 18 a 24 anos, o percentual chegou a 50,9%, enquanto entre pessoas com 25 anos ou mais foi de 9,0% — ambos os maiores índices nacionais para essas faixas etárias.
Rede pública concentra maioria dos alunos
A maior parte dos estudantes da educação básica está matriculada na rede pública. Em 2025, ela atendeu:
- 67,1% dos alunos da creche e pré-escola;
- 69,8% dos estudantes do ensino fundamental;
- 71,1% dos matriculados no ensino médio.
Já no ensino superior e na pós-graduação, predominam as instituições privadas. A rede particular concentra 75,1% dos alunos de graduação e 73,4% dos estudantes de pós-graduação.
DF lidera acesso ao ensino superior
A taxa ajustada de frequência escolar líquida no ensino superior alcançou 48,4% entre jovens de 18 a 24 anos, o melhor resultado do país e superior aos 45,2% registrados em 2024.
Entre as mulheres, o índice chega a 51%, enquanto entre os homens fica em 45,9%, demonstrando maior permanência feminina na educação superior.
Jovens fora do mercado e dos estudos preocupam
A pesquisa também identificou que 12,4% dos jovens de 15 a 29 anos não estudavam, não se qualificavam e não estavam ocupados em 2025. Entre as mulheres, o percentual foi de 16,2%, quase o dobro dos homens (8,8%).
Entre pretos e pardos, a situação é ainda mais preocupante: 14,4% estavam fora dos estudos e do mercado de trabalho, contra 8,7% entre os jovens brancos.
