Brasília recebeu, nesta sexta-feira (20), a segunda edição do Congresso da Felicidade, que movimentou o Museu Nacional da República ao longo de todo o dia e reuniu cerca de duas mil pessoas em torno de um tema cada vez mais presente no debate contemporâneo: o bem-estar como eixo de desenvolvimento social.

Com o tema “Educação para a Felicidade”, o encontro integrou as celebrações do Dia Internacional da Felicidade e promoveu uma conexão entre ciência, políticas públicas, espiritualidade e experiências individuais. Realizado pelo IPCB, com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, o evento reforçou o avanço do tema como pauta estratégica na gestão pública.

A idealizadora do movimento Brasília Capital da Felicidade e consultora do congresso, Cosete Ramos, destacou a proposta do encontro. “A programação foi desenhada para proporcionar uma verdadeira imersão no conceito de felicidade como política de desenvolvimento, com momentos simbólicos, palestras de alto nível e experiências interativas ao longo de todo o dia”, afirmou.

A abertura contou com a presença de autoridades, reforçando o caráter institucional do evento. O início também foi marcado por ambientação imersiva e pelo simbólico “Abraço pela Felicidade”, conduzido por Cosete.

Pesquisa inédita sobre felicidade no DF

A programação da manhã teve caráter mais técnico, com foco em dados e políticas públicas. Um dos principais destaques foi a apresentação da primeira pesquisa oficial sobre felicidade no Distrito Federal, conduzida pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF).

O estudo partiu da pergunta “o que faz você feliz?” e analisou diferentes dimensões da vida cotidiana, identificando fatores diretamente ligados à percepção de bem-estar. Os dados devem servir como base para a formulação de políticas públicas mais alinhadas à realidade da população.

O congresso também contou com a participação de especialistas nacionais e internacionais. Entre eles, o diretor do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, Dr. Lhatu, que apresentou experiências do país considerado referência mundial no tema.

Aplicação prática e impacto no cotidiano

Durante a tarde, o evento ganhou um caráter mais interativo e sensorial, com foco na aplicação prática do conceito de felicidade em diferentes ambientes, como escolas, empresas e relações pessoais. Dinâmicas com o público e reflexões sobre emoções aproximaram o debate do cotidiano.

A psicóloga Cristiane Baldum destacou a importância dessa abordagem. “Um ponto muito relevante foi mostrar como levar a felicidade para diferentes espaços, como escolas, hospitais e empresas. Como ser feliz no trabalho, algo simples, mas essencial”, afirmou.

Ela também ressaltou a dimensão espiritual abordada no congresso. “Houve reflexões importantes sobre espiritualidade como um dos caminhos para a construção do bem-estar”, completou.

Próxima edição já confirmada

O encerramento reforçou o caráter contínuo da iniciativa, com o anúncio da terceira edição do Congresso da Felicidade, prevista para 2027. O próximo encontro terá como tema central “Saúde Mental e Felicidade”.

Segundo o gestor do IPCB, Jorge Luiz, a proposta vai além do evento. “Estamos construindo um movimento que coloca a felicidade no centro das decisões, tanto individuais quanto coletivas. A próxima edição já nasce com o compromisso de aprofundar esse debate”, destacou.