O plenário estava completamente vazio: sem o presidente Omar Aziz, sem relator o Renan Calheiros e sem holofotes.
Foi dessa forma que a CPI da Covid do Senado encerrou na quinta-feira (02), a oitiva do ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo Filho.
A pauta da oitiva de Francisco era para apurar que tipo de relacionamento o ex-secretário de saúde do DF tinha com a Precisa Medicamentos, empresa intermediária da venda da vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde.
A mencionada empresa tornou-se um dos alvos de investigação da CPI da Covid.
O ex-secretário do DF negou que tenha favorecido a Precisa e deixou claro que os testes comprados foram certificados pela Anvisa, agência que avaliza a qualidade de medicamentos no país.
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Porém, do meio para o fim dos trabalhos de apuração, a CPI foi transformada em um palco da políticagem de Brasília.
Os senadores José Antônio Reguffe (Podemos), Izalci Lucas (PSDB) e Leila do Vôlei (Cidadania), todos da bancada brasiliense, tentaram a todo custo jogar o nome do governador do DF, Ibaneis Rocha no meio da história.
O palco da CPI, refletia com clareza solar que os três senadores, todos candidatos ao Buriti, em 2022, e opositores de Ibaneis, se uniram em torno de uma só narrativa: envolver o nome do governador no caso que levou à prisão do ex-secretario.
A insistência foi grande, principalmente por parte do senador Izalci.
No entanto, o êxito não foi logrado e o tiro sai pela culatra.
O inquirido desmontou todas as narrativas criadas, deixando os três senadores candidatos ao Buriti sem mais perguntas.
A primeira a desistir foi Leila do Vôlei. Reguffe ficou sem graça com o que veio depois.
Ao ser apertado pelo senador Eduardo Girão, sobre os pedidos de indicações de empresas que participaram do certame da Secretaria de Saúde do DF, que resultou na operação falso negativo da polícia federal, Francisco Araújo jogou um balde de água fria no relator substituto Izalci Lucas (veja Video):
Fonte: Radar-DF
