1)Secretário, sabemos que a produção rural se estabeleceu no DF. Diante disso,
quais produtos são mais comercializados hoje?

(Dilson) O DF tem uma gama de produção bastante grande. Nós temos as áreas de
grãos, que são basicamente milho, soja e feijão, que são produzidas principalmente
no lado leste do DF – Planaltina, Paranoá e São Sebastião – onde, principalmente a
soja, é destinada a semente (a grande maioria). O milho é quase todo usado na
indústria de ração e alimentar aqui do Distrito Federal. E o feijão, tem a destinação
para o mercado, tanto local quanto de fora.
Também temos a produção de hortaliças, a parte de olericultura, onde o DF é
praticamente autossuficiente em folhosas (alface, couve, cheiro verde, etc). A gente
também tem uma produção expressiva de pimentão; já fomos até referência e
exportamos durante muito tempo e abastecemos o norte do país, mas ainda é uma
produção importante. Nós produzimos tomate, cenoura, jiló, quiabo, couve-flor, entre
outras coisas, mas também temos uma grande entrada desses produtos de fora.
Então, resumindo, o DF tem uma produção variada. Por exemplo, a Festa do
Morango, é exatamente em função de uma produção de morango significativa que
nós temos. Esse ano, a gente estima que serão produzidas seis mil toneladas de
morango, representando R$ 35 milhões no orçamento das famílias dos produtores e
no mercado do DF. Temos também goiaba, banana e algumas frutas que o DF já
produz.

2) São 26 hectares de Parque Agropecuário, quais atividades serão desenvolvidas e quantos produtores poderão ser acolhidos nesse local?

(Dilson) Os 26 hectares do parque de Brazlândia, da Cascalheira, destinada agora
na Festa do Morango, é uma demanda antiga dos produtores e da Administração de
Brazlândia, que finalmente agora foi feita a delimitação e a concessão da área para
o DF – a Terracap transfere para o DF – para que a gente possa providenciar a
implantação desse parque que vem somar as políticas de mostra genética e de
tecnologia que a gente já tem em outras áreas e também parceria com o parque da
Granja do Torto que também tá passando por uma mudança, para que a gente
possa se consolidar como uma vitrine do agronegócio brasileiro.

3) Hoje o CEASA comercializa 25% dos produtos produzidos no DF. Existe uma
proposta da Secretaria de Agricultura para aumentar o consumo dos produtos do
DF, não só no Ceasa, mas também em estabelecimentos comerciais?

(Dilson) Existe sim uma proposta para aumentar o consumo no DF. Tanto a CEASA
está priorizando nossos produtores, principalmente na pedra, daqueles produtos
que a gente produz, como também nós estamos trabalhando as feiras, porque a
feira é um local importante de comercialização de produtos da agricultura local.
E nós também estamos trabalhando o viés de legislação da agroindústria.
Simplificando as normas, para que possa o nosso empreendedor rural ou
agroindustrial, consiga regularizar sua indústria e comercializar o seu produto, aliado
também a flexibilização que está havendo nas normas federais com a vinda do
“Selo ARTE”, onde nós estamos trabalhando em parceria com o Ministério para
simplificar e ajudar a nossa indústria para que tenha mais competitividade no
mercado local e também no país como um todo, pois essa comercialização vai ficar
mais fácil em outras fronteiras”.

4) Como está a regularização das terras rurais do DF?

(Dilson) A regularização das terras, nós estamos trabalhando para agilizar. A
Central de Regularização foi criada pelo governador e agora a própria Central foi
reforçada com a Casa Civil e Secretaria de Governo. E nós estamos fazendo uma
força tarefa para dar agilidade na análise de 3800 processos, aproximadamente,
que estão parados aqui e tramitando de forma lenta desde 2011. Então a nossa
ideia é que a força de trabalho de dois a três meses, dê agilidade a esses processos
e que as pessoas venham para a regularização, porque o prazo se encerra no dia
15 de abril de 2020, para ingresso com o processo, e quem não entrar com o
processo dessas áreas de propriedade da Terracap e do DF, que a gente acha que
é em torno aí de 7 mil pessoas. se nós temos hoje 3800, existe um passivo grande,
que elas venham para o processo, que aí nós teremos já um processo mais
agilizado; chegando ao contrato de ceder ou concessão de uso mais rapidamente,
dando legitimidade às ocupações históricas”.

5) As estradas rurais ainda são um desafio diário para os moradores e os
produtores. Qual o planejamento da Secretaria de Agricultura em relação a melhoria da qualidade dessas estradas?

(Dilson) As estradas rurais, que a gente vem trabalhando por meio do programa
“Polo Rural”, que é coordenado pela Secretaria, tem sido uma ação que tem dado
muito resultado. Nunca o DF teve uma ação tão concentrada na melhoria e
manutenção das estradas vicinais e as estradas não pavimentadas – maioria delas
nas áreas rurais. Estamos buscando recurso para aquisição de mais máquinas, uma
parceria muito boa com DER, e estamos buscando dentro do projeto caminho das
escolas, asfaltar, prioritariamente, aquelas estradas que têm acesso às escolas,
diminuindo o desconforto dos alunos das áreas rurais, que às vezes, chegam na
escola empoeirados; é uma ação importante você entender que o projeto prioritário
é atender o caminho das escolas.

6) O Parque Agropecuário é a nova aposta do Governador para os produtores
rurais?

(Dilson) O processo de implantação do serviço social autônomo já foi concluído,
estamos agora trabalhando para que o documento de concessão de direito real de
uso seja finalizado, que vai dar viabilidade ao Parque Granja do Torto (Através do
Serviço Social Autônomo) de fazer novas parcerias, inclusive aquela parceria com o
SENAR, para trazer investimentos para o parque e trazer nosso parque de
exposição novamente para o cenário nacional das exposições, e que seja,
efetivamente, uma vitrine do agronegócio para o Brasil.

Cris Oliveira

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