Caio Bonfim e equipe feminina garantem medalha de bronze no Mundial de Marcha

O primeiro Campeonato Mundial de Marcha Atlética no hemisfério sul, realizado neste domingo (12) em Brasília, foi um marco para os anfitriões. O Brasil conquistou duas medalhas de bronze: uma com Caio Bonfim na prova da meia-maratona (21 km) e outra na disputa por equipes femininas, na maratona (42 km).

O Mundial ocorreu em um circuito montado no Eixo Monumental, com largada e chegada próximas à Catedral e ao Museu da República. Nascido em Brasília, Caio finalizou a meia-maratona em 1h27min36s, sendo superado pelo italiano Francesco Fortunato (ouro) e pelo etíope Misgana Wakuma (prata). A diferença entre o brasileiro e o vencedor foi de apenas 11 segundos.

O brasiliense Max Batista dos Santos terminou na 26ª posição (1h31min51s) e o cearense João Paulo de Oliveira ficou em 67º (1h50min40s). O paraense Lucas Mazzo e o catarinense Matheus Correa não completaram a prova.

Além da medalha conquistada neste domingo, Caio Bonfim possui quatro medalhas em Campeonatos Mundiais de Atletismo. Na última edição, realizada em Tóquio (Japão) no ano passado, ele conquistou a prata na maratona (que era disputada em 35 km) e o ouro na meia-maratona (20 km). Essa mesma distância rendeu ao brasiliense a prata olímpica nos Jogos de Paris (França) em 2024.

Equipes

A disputa por equipes considera a soma das colocações dos três melhores atletas de cada país em uma determinada prova. Quanto menor a soma, melhor o resultado do grupo.

Na maratona feminina, o Brasil teve a carioca Viviane Lyra terminando em quinto lugar, com tempo de 3h34min53s; a brasiliense Gabriela Muniz ficou em 11º (3h46min07s) e a catarinense Mayara Vicentainer em 12º (3h47min09s). A somatória das posições (28) garantiu à equipe brasileira a terceira colocação. A paulista Thaissa Gabrielle Cunha e Elianay Barbosa, de Brasília, não completaram a prova.

“Essa conquista mostra que temos muito potencial para a marcha atlética por todo o Brasil, tanto nas categorias de alto rendimento quanto nas de base”, afirmou Viviane em depoimento ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A disputa pelo ouro foi acirrada entre Equador e Itália, que colocaram três atletas cada entre as oito primeiras. As sul-americanas se destacaram, com uma somatória de 12 posições, e Paula Torres (3h24min37s) foi a vencedora da prova. As europeias, com uma somatória de 13, levaram a prata.

Fonte: Agência Brasil

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