O gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Saúde, Sérgio d’Ávila; o subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcos Quito; e o coordenador de Promoção de Direitos da Diversidade, da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Flávio Brebis. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Há dois anos, o Distrito Federal tem apresentado queda no número de mortes por aids. Após 128 óbitos em 2014, o território teve 114 registros de morte pela doença em 2015, e 112 em 2016, conforme Boletim Epidemiológico de HIV/aids, divulgado nesta segunda-feira (27) pela Secretaria de Saúde, em entrevista coletiva.

A redução contínua, segundo a pasta, deve-se ao aumento da detecção do HIV e à melhoria da adesão ao tratamento. Isso significa que os diagnósticos para a presença do vírus causador da síndrome são feitos de forma precoce, antes da consolidação da doença no organismo do paciente.

“Quanto mais cedo detectamos que a pessoa é portadora do vírus, o tratamento tem mais condições de evitar que o sistema imunológico fique comprometido e que o paciente desenvolva aids”, explicou o gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Saúde, Sérgio d’Ávila.

Em 2017, a pasta registrou 269 resultados positivos para aids e 567 para HIV no DF. A taxa média de contágio é de mil pessoas por ano.

“Quanto mais cedo detectamos que a pessoa é portadora do vírus, o tratamento tem mais condições de evitar que o sistema imunológico fique comprometido e que o paciente desenvolva aids”Sérgio D’Ávila, gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Saúde

Desde 2009, a Secretaria de Saúde faz a vigilância dos casos notificados de aids e dos detectados com HIV. As pessoas que vivem com o vírus não necessariamente têm a doença desenvolvida, uma vez que ela é efeito da infecção por HIV, mas pode aparecer muito mais tarde. 

Homens jovens e mais velhos lideram novos casos de aids no DF

Ainda assim, os extremos da faixa etária no DF — os mais jovens e os mais velhos — são as parcelas da população com mais incidência de HIV. Pessoas dos 20 aos 24 anos e dos 55 aos 59 anos seguem em tendência de novos casos.

Em relação ao perfil dos pacientes de HIV/aids, há predominância de homens que fazem sexo com homens: foram 46,5% dos contágios registrados em 2016. Do total, em 62% a transmissão ocorreu por meio de contato sexual.

Águas Claras, Asa Norte, Cruzeiro, Riacho Fundo e Taguatinga são as regiões administrativas que mais concentraram o aparecimento de novas incidências, de acordo com o boletim.

Um dos grandes desafios para enfrentar a questão é a retomada das ações de prevenção e a ampliação das estratégias para se evitar o contágio pelo HIV, de acordo com o gerente de Doenças Sexualmente Transmissíveis. “Temos que ter um diálogo muito mais próximo com a comunidade para ela perceber que a aids ainda não tem cura e é um grave problema de saúde pública”, avaliou D’Ávila.

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Em relação ao redimensionamento de centros especializados — devido à reorganização da atenção primária à saúde —, entre eles, dos que são referência no atendimento a portadores de HIV/aids, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcos Quito, afirmou que os pacientes continuam sendo atendidos.

“A população que detém hoje o diagnóstico e aqueles que ainda não o têm se inserem no programa, recebem o medicamento e têm todos os medicamentos e insumos disponíveis dentro da rede do DF”, disse.

Além disso, segundo Quito, “a equipe técnica que fica nas sete regiões de saúde, nas unidades de referência, tem condições técnicas e estruturais com insumos para manter o monitoramento do HIV/aids”, destacou o subsecretário.

EDIÇÃO: RAQUEL FLORES

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