Por salários, associação de PMs ameaça greve
Segurança pública. Com negociação salarial paralisada, representantes da categoria atacam governo e dizem que tropa vai parar.
Em guerra com o GDF por aumentos de salários e benefícios, setores da Polícia Militar estão usando a escalada de crimes contra a vida e o patrimônio que tem ganhada espaço na mídia, como o homicídio de um oficial reformado das Forças Armadas na 112 Sul no início do mês, para dar força a uma “operação tartaruga” que vem sendo incentivada há vários meses. Como o governo não responde, representantes da categoria convocaram para o próximo dia 7 de fevereiro uma paralisação geral – um tipo de movimento vetado por lei a militares e punidos com prisão.
“ O GDF se recusa a nos ouvir, mas aqui ninguém tem medo ser preso”, ataca o presidente interino da Aspra-DF (associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares), Manoel Sansão. “ A adesão vai ser tão grande que eles nem vão ter onde prender. A categoria não aguenta mais o abandono e o desrespeito”.
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Reivindicações
A Aspra alega que PM e os bombeiros são as únicas carreiras da segurança pública que não receberam aumento na atual gestão. Os sindicalistas cobram ainda promessas de campanha do governador Agnelo Queiroz. Como a reestruturação da carreira e reajustes em benefícios como o auxílio-moradia. “Hoje são R$ 11 por mês. É ridículo”, diz Sansão.
Não é comigo
Apesar da subida de tom dos representantes dos PMs, a Secretaria de Segurança Pública segue a linha adotada desde o início da convocação da operação-padrão: para a pasta, o movimento não tem a adesão da tropa e isto estaria refletindo na manutenção da média dos índices de criminalidade. “Não recebemos nenhuma comunicação oficial do respectivo movimento”, informou a secretaria, por nota.
A Secretaria de Administração Pública, responsável por negociações salariais, optou por não se manifestar, assim como a assessoria de comunicação do governador.
4.500 reais é o salário bruto de um soldado da Polícia Militar do DF. A associação da categoria exige uma proposta de reajuste e pede ainda a contratação de, pelo menos, mais cinco mil homens.
“Vamos parar porque nenhuma das promessas feitas pelo Agnelo para a categoria foi cumprida. Foi um estelionato eleitoral”. Manoel Sansão, Presidente da Aspra.
“A ameaça (de greve) feita pelo senhor Sansão é uma hipótese, E o GDF não se manifesta sobre hipóteses”. Nota do GDF em resposta.
Fonte: Jornal Metro/22jan2014/brasília
