A poucos dias do encerramento das convenções partidárias, um dos nomes que atuam nos bastidores da campanha do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) entrou no radar da Polícia Federal.
O advogado e empresário Willer Tomaz foi alvo de busca e apreensão durante a nova fase da Operação Sem Desconto, investigação conduzida pela Polícia Federal e supervisionada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas às fraudes envolvendo descontos em benefícios do INSS.
Tomaz acompanha Arruda desde a organização da pré-campanha eleitoral e participou da estruturação do projeto político que pretende levar o ex-governador novamente à disputa pelo Palácio do Buriti. Entre as atividades conhecidas está a participação na definição do comitê eleitoral e em articulações políticas da campanha.
Apesar dessa proximidade política, a investigação não envolve José Roberto Arruda nem faz qualquer referência à campanha do PSD no Distrito Federal.
Segundo a Polícia Federal, esta fase da operação concentra-se na análise de movimentações financeiras, patrimoniais e empresariais que poderiam ter sido utilizadas para ocultar a origem dos recursos investigados.
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Relação com Weverton
Nos documentos da investigação, a Polícia Federal afirma que Willer Tomaz exerceria um papel relevante na estrutura patrimonial ligada ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Os investigadores também analisam empresas vinculadas ao advogado e negócios patrimoniais realizados nos últimos anos.
Em nota, a defesa sustenta que a busca e apreensão decorre exclusivamente do fato de Willer Tomaz ser proprietário da aeronave utilizada por Weverton Rocha em uma viagem particular.
A defesa afirma ainda que o advogado não possui qualquer participação nas irregularidades investigadas.
Enquanto isso, a campanha de José Roberto Arruda segue seu calendário político normalmente. Até o momento, não houve manifestação pública do ex-governador sobre a operação.
