A disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado permanece aberta. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostra Michelle Bolsonaro (PL) numericamente à frente, com 19% das intenções de voto.
A senadora Leila do Vôlei (PDT), candidata à reeleição, aparece em segundo lugar, com 16%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Michelle e Leila estão tecnicamente empatadas.
Logo depois aparecem Erika Kokay (PT), com 12%, e Bia Kicis (PL), com 11%. Os números colocam as quatro candidatas no centro da disputa pelas duas cadeiras destinadas ao Distrito Federal.
Segunda vaga está indefinida
Embora Michelle apareça na primeira posição, a disputa pela segunda vaga está longe de uma definição. Leila, Erika e Bia estão tecnicamente empatadas considerando a margem de erro.
O cenário aponta para uma eleição marcada pelo protagonismo feminino e por uma disputa direta entre diferentes campos políticos. Michelle e Bia representam o eleitorado bolsonarista, Erika busca mobilizar a esquerda e Leila tenta conquistar votos de centro e manter o mandato.
- MP impugna candidatura de Gustavo Rocha, mas Fux manda corrigir ata que embasou pedido
- Datafolha: vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro cai para seis pontos
- Datafolha aponta empate entre Celina e Arruda e acirra disputa pelo Buriti
- Agenda dos candidatos à Presidência nesta sexta-feira
- PSD tenta catar os cacos e manter Arruda no jogo eleitoral
Michelle lidera numericamente, mas a presença de duas candidatas do PL também poderá provocar uma divisão interna dos votos da direita. Como cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado, o desempenho dependerá da capacidade das campanhas de orientar e consolidar o primeiro e o segundo votos.
A pesquisa espontânea mostra que a eleição para o Senado ainda está em formação. Quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, 67% afirmam não saber em quem votar.
O elevado percentual de indecisos indica que as campanhas terão espaço para crescer durante o horário eleitoral, os debates, as entrevistas e as agendas de rua.
Também revela que boa parte das escolhas registradas na pesquisa estimulada ocorre somente depois que os nomes são apresentados aos eleitores.
Outros candidatos tentam entrar na disputa
Além das quatro primeiras colocadas, a eleição conta com candidatos como Sebastião Coelho (Novo), Ronaldo Fonseca (PSD), Tiago Tarsis (Agir) e Professor Guilherme Amorim (UP).
Esses nomes aparecem com percentuais entre 2% e 3%, enquanto os demais candidatos registram 1% ou menos. Apesar da distância, a indefinição do eleitorado ainda oferece espaço para mudanças ao longo da campanha.
Eleitor terá direito a dois votos
Nas eleições de 2026, cada eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes para o Senado. Os dois mais votados no Distrito Federal serão eleitos para mandatos de oito anos.
A ordem dos votos não interfere no resultado. O eleitor poderá votar primeiro em qualquer candidato e, depois, escolher outro nome. Não será possível votar duas vezes na mesma pessoa.
Esse sistema torna a estratégia das chapas especialmente importante. As candidaturas precisarão convencer o eleitor não apenas a escolher um nome, mas também a definir sua segunda opção.
O Datafolha entrevistou 910 eleitores em 28 regiões administrativas do Distrito Federal entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada na Justiça Eleitoral sob os números DF-07561/2026 e BR-02094/2026. Confira o levantamento
