In-Edit Brasil 2026 ocupa o CineSesc com documentários onde o tema central é a música

São Paulo recebe, entre os dias 17 e 27 de junho, o In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, principal evento dedicado ao gênero na América Latina. Com parte de sua programação concentrada no CineSesc, o festival apresenta uma seleção de documentários inéditos que abrangem diversos gêneros musicais e artistas que redefiniram a história e marcaram suas épocas.

 

A abertura acontece no dia 17 de junho com Fugs Film!, de Chuck Smith, documentário que resgata a trajetória do lendário grupo The Fugs, considerado por muitos a primeira banda verdadeiramente underground de Nova York. Formada por poetas ligados à geração beat, a banda ajudou a pavimentar o caminho para o punk ao combinar humor, experimentação e crítica política em canções que desafiaram os padrões da cultura norte-americana dos anos 1960.

 

Ao longo de dez dias, o público encontrará uma programação que revela a variedade da produção do documentário musical contemporâneo. Entre os destaques internacionais está Half Moon, dirigido pelo cineasta holandês Frank Scheffer, que acompanha o clarinetista sírio Kinan Azmeh em uma jornada entre Beirute e Amsterdã, onde ele colabora com outros músicos e reflete sobre o exílio em que vive, após a eclosão da guerra na Síria em 2011. Também integra a seleção La 42 (42nd Street), mergulho na cena do dembow dominicano, e Through the Body, que investiga a história do International Body Music Festival, destacando a presença brasileira por meio do grupo Barbatuques.

 

Os anos 1980 entram em foco com Boy George & Culture Club, dirigido por Alison Ellwood. O filme revisita a ascensão meteórica da banda britânica e a complexa relação entre Boy George e o baterista Jon Moss, explorando os bastidores da fama, os conflitos pessoais e a pressão da indústria musical em uma década marcada pela explosão do pop global.

 

Outra viagem musical no tempo surge em The Best Summer, de Tamra Davis, retrato de uma geração do rock alternativo. Filmado durante uma turnê australiana em 1995, o documentário reúne registros raros de nomes como Beastie Boys, Sonic Youth, Foo Fighters, Beck, Bikini Kill, Pavement e Rancid, capturando a energia de uma cena que redefiniu a música independente dos anos 1990.

 

A produção brasileira ocupa lugar central na programação exibida no CineSesc. Entre os títulos mais aguardados está Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos, que revisita o processo de criação do álbum responsável por consolidar a obra de uma das mais influentes cantoras da música pop brasileira. A partir de imagens inéditas registradas em 1995, o documentário reconstrói um momento decisivo da cultura urbana carioca, marcado pelo encontro entre funk, samba, música eletrônica e experimentação sonora, proposto na música de Fernanda Abreu.

 

Também em destaque está Entre o Sucesso e a Lama, novo filme de Cristiano Burlan. A obra acompanha a criação de um álbum coletivo de rap desenvolvido por artistas da periferia sob a mentoria de Edi Rock e Gaspar Z’África Brasil, ao mesmo tempo em que observa os conflitos envolvendo o Teatro de Contêiner, espaço cultural ameaçado pela especulação imobiliária no centro de São Paulo.

 

A programação brasileira ainda presta homenagem a figuras fundamentais da música nacional. Universo Circular – Jocy de Oliveira revisita a trajetória da compositora e pianista que introduziu a música eletrônica no Brasil e se tornou uma das principais representantes da vanguarda musical latino-americana. Já A Noite de Alaíde acompanha o retorno simbólico da cantora Alaíde Costa aos Estados Unidos, recuperando seu lugar nos palcos que lhe foram negados na década de 1960, em um emblemático episódio de apagamento racial e de gênero nos bastidores da Bossa Nova.

 

O festival também lança novos olhares sobre a contracultura brasileira em Nem Tudo É Paz e Amor, que reúne filhos de artistas ligados ao Tropicalismo e aos movimentos alternativos dos anos 1960 e 1970, refletindo sobre crescer em ambientes de total liberdade no meio do caos criativo dos artistas que estavam marcando a história e se rebelando contra as normas sociais da época.

 

Outro destaque é Quando a Gente Vira Um – Mestre Ambrósio, que revisita a trajetória do grupo pernambucano responsável por aproximar tradição popular e experimentação sonora, tornando-se uma das bases do movimento manguebeat ao lado de Chico Science & Nação Zumbi.

 

A memória da música brasileira surge ainda em filmes dedicados a espaços e personagens fundamentais para a cultura do país. Canecão – Tantas Emoções recupera a história da emblemática casa de espetáculos carioca que recebeu alguns dos principais artistas brasileiros ao longo de décadas. Vivo 76, dirigido por Lírio Ferreira, mergulha no universo criativo de Alceu Valença a partir de um de seus discos mais importantes. Ninguém Pode Provar Nada resgata a figura irreverente de Ezequiel Neves, produtor, jornalista e personagem decisivo para nomes como Cazuza, Barão Vermelho e Made in Brazil. E no encerramento dessa edição do festival, Pontos de Força acompanha Mateus Aleluia em uma jornada pelos territórios sagrados do Recôncavo Baiano.

 

O festival ainda conta com bate-papos com diretores e equipes dos filmes em todas as sessões que fazem parte do eixo Panorama Brasileiro, que compõem a mostra competitiva.

 

Além das sessões presenciais, o In-Edit Brasil 2026 também disponibilizará títulos gratuitamente pela plataforma Sesc Digital, ampliando o alcance do festival para espectadores de todo o país. Entre os filmes está Ary, de André Weller, ensaio cinematográfico que revisita a trajetória de Ary Barroso por meio de arquivos raros e passagens ficcionais narradas por Lima Duarte, revelando a dimensão criativa de um dos compositores mais influentes da música brasileira. A seleção online inclui ainda Arthur, o Gigante, homenagem ao virtuoso baixista Arthur Maia, parceiro de artistas como Gilberto Gil, Djavan, Lulu Santos e Ney Matogrosso; Eletrônica:Mentes, investigação sobre a história e a evolução da música eletrônica no Brasil, conectando pioneiros como Jocy de Oliveira às novas gerações de experimentadores sonoros; e Half Moon, que também está na programação que passa na tela do CineSesc.

 

Confira a programação completa e demais informações em sescsp.org.br/inedit

 

 

 

PROGRAMAÇÃO INEDIT DE 17 A 27/06

 

Abertura

PANORAMA MUNDIAL

FUGS FILM!

Chuck Smith | Estados Unidos | 2025 | 84’

Diz a lenda que The Fugs foram a primeira banda verdadeiramente underground de Nova York. Formado por poetas ligados à geração beat, como Ed Sanders e Tuli Kupferberg, o grupo misturava humor, provocação política, sexualidade e folk lo-fi em canções tão irreverentes quanto inesperadamente cativantes. A partir de um rico material de arquivo e depoimentos de artistas e cúmplices de época, o filme reconstrói a trajetória dessa formação instável e radical, precursora do espírito punk. Entre o caos criativo e a sátira afiada, emerge o retrato de uma banda pouco conhecida, mas fundamental para entender a contracultura americana dos anos 1960.

DIA 17/06, QUARTA-FEIRA, ÀS 20H

 

PANORAMA MUNDIAL

HALF MOON

Frank Scheffer | Holanda | 2025 | 91’

A eclosão da guerra na Síria, em 2011, impediu o clarinetista Kinan Azmeh de retornar para casa, dando início a uma jornada íntima sobre o poder transformador da arte. Sua música — entre a música clássica, o jazz e a world music — atravessa as camadas da identidade no exílio e se entrelaça com marcos pessoais, como a paternidade. Ao lado de outros artistas deslocados, ele reconstrói em som a memória de um país fragmentado, em uma ode delicada às perdas e à permanência do afeto.

Half Moon é a terceira peça da tetralogia de Scheffer sobre o desaparecimento das tradições culturais e se sustenta pela força de cada história individual e pelos momentos musicais que a atravessam.

DIA 18/06, QUINTA-FEIRA, ÀS 15H

 

PANORAMA BRASILEIRO

FERNANDA ABREU – DA LATA 30 ANOS

Paulo Severo | Brasil | 2025 | 85’

A partir de um vasto material inédito, registrado por Paulo Severo em 1995, Fernanda Abreu conta o processo de criação e gravação do álbum “Da Lata”. Lançando mão de uma estética inovadora na mistura de pop eletrônico, funk e samba, o álbum se tornou um marco na música pop brasileira.

Tomando depoimentos de personagens importantes na produção do álbum, o filme é uma celebração musical e visual, revelando a personalidade única da artista e o momento social e cultural do Rio de Janeiro de 1995.

DIA 18/06, QUINTA-FEIRA, ÀS 18H30

 

ENTRE O SUCESSO E A LAMA

Cristiano Burlan | Brasil | 2026 | 86’

Com a mentoria de grandes nomes do rap nacional, como Gaspar Z´África e Edi Rock, dezesseis artistas se reúnem para fazer um álbum inédito. Enquanto isso, o local em que se encontram, o Teatro de Contêiner, está no centro de uma disputa imobiliária envolvendo prefeitura, guarda civil metropolitana e outros interesses especulativos.

O diretor Cristiano Burlan investe no cinema direto, colocando o espectador em uma posição privilegiada, entre o conflito e a criação artística.

DIA 18/06, QUINTA-FEIRA, ÀS 20H30

 

MOSTRA INSTITUTO CERVANTES

EL CANTO DE LAS MANOS

María Valverde | Espanha | 2025 | 90’

Em seu debut na direção, a atriz espanhola María Valverde acompanha Jennifer, Gabriel e José, três músicos surdos venezuelanos que se lançam no desafio de encenar, pela primeira vez em língua de sinais, a ópera Fidelio, de Beethoven, sob a batuta de Gustavo Dudamel com o programa de educação especial Coro de las Manos Blancas. Entre ensaios e apresentações em Caracas e Los Angeles, o filme revela como esses artistas vivem e sentem a música através do corpo, da vibração e da comunidade. Ao acompanhar o processo criativo e a vida dos protagonistas fora do palco, a diretora constrói um retrato sensível que transita entre emoção e delicadeza, buscando ampliar o sentido do que significa ouvir — e sentir — a música.

DIA 19/06, SEXTA-FEIRA, ÀS 15H

 

PANORAMA MUNDIAL

LA 42 (42ND STREET)

José María Cabral | República Dominicana | 2025 | 91’

No bairro de Capotillo, em Santo Domingo, uma única rua de 600 metros se transforma em palco de celebração, arte e sobrevivência. Ao ritmo implacável do dembow, dançarinos e performers ocupam a noite movidos por uma fome urgente de expressão e reconhecimento, enquanto enfrentam o assédio policial e o peso dos estigmas sociais. A câmera mergulha sem concessões nesse caldeirão urbano, onde corpos em movimento se tornam atos de liberdade, fúria e esperança. Fonte de inspiração para artistas como Bad Bunny, Arcángel, Tokischa, Akon, El Alfa e La Perversa, La 42 revela uma cena vibrante em que dançar é mais do que performar: é afirmar a existência. Uma experiência intensa e sensorial que borra as fronteiras entre documentário e ficção.

DIA 19/06, SEXTA-FEIRA, ÀS 18H

 

PANORAMA BRASILEIRO

UNIVERSO CIRCULAR – JOCY DE OLIVEIRA

Dácio Pinheiro | Brasil/Alemanha | 2026 | 86’

Pioneira e figura central da vanguarda musical brasileira, Jocy de Oliveira introduziu no país a música eletrônica, no início dos anos 1960.

Prestes a completar 90 anos, ela revisita sua trajetória, compartilhando arquivos, partituras e cartas trocadas com gigantes da música como Stravinsky, Xenakis, Luciano Berio, Cage e Stockhausen. Mantendo-se inquieta e atual, ela faz reflexões sobre o tempo, a memória e a permanência de seu gesto criativo.

DIA 20/06, SÁBADO, ÀS 15H

 

ESPECIAIS BRASIL

A NOITE DE ALAÍDE

Liliane Mutti | Brasil | 2025 | 100’

Nascida no subúrbio carioca, Alaíde Costa foi um dos principais nomes da primeira geração da Bossa Nova. Única voz negra do movimento, no entanto, ela foi ignorada pelas grandes gravadoras e, assim como Johnny Alf, outro pioneiro negro, foi impedida de participar da apresentação feita no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962. Agora, aos 90 anos, ela volta aos Estados Unidos, em busca de um lugar que sempre foi seu, por direito.

DIA 20/06, SÁBADO, ÀS 18H

 

PANORAMA BRASILEIRO

NEM TUDO É PAZ E AMOR 

Betão Aguiar | Brasil | 2025 | 88’

Os filhos da contracultura refletem sobre a criação dada por seus pais. Psicodelia, drogas, sexo e resistência contra a ditadura se misturam com fraldas, papinhas e trabalhos escolares. A partir de um ponto de vista privilegiado, eles observaram a beleza, as rupturas e as contradições de uma liberdade sem fim.

Dirigido por Betão Aguiar, filho do “novo baiano” Paulinho Boca de Cantor, o filme evoca o espírito da época e pergunta: quanta coragem é necessária para atravessar os traumas e as maravilhas de crescer no caos das revoluções artísticas e comportamentais da contracultura?

DIA 20/06, SÁBADO, ÀS 20H30

 

O CRAVISTA

Luiz Eduardo Ozório | Brasil | 2025 | 104’

Roberto Regina é um senhor de 97 anos muito bem-humorado, que conta sua trajetória musical com perspicácia e discorre prazerosamente sobre seu instrumento, o cravo.

Entre lembranças pessoais e grandes realizações, o artista reflete sobre o legado pioneiro que construiu ao introduzir instrumentos de época na música erudita tocada no Brasil, enquanto enfrentava os desafios impostos pelo preconceito e pela resistência às mudanças. Uma jornada sensível sobre legado, arte, tempo e a coragem de romper barreiras.

DIA 21/06, DOMINGO, ÀS 17H30

 

PANORAMA MUNDIAL

THE BEST SUMMER

Tamra Davis | EUA / Austrália / Indonésia / Tailândia | 2026 | 84’

Filmado durante o verão australiano de 1995, o documentário revela shows explosivos, bastidores caóticos e muita festa ao lado de algumas das bandas mais importantes do rock alternativo dos anos 1990. Sempre colada na ação, a diretora Tamra Davis registra apresentações incendiárias e momentos íntimos com Beastie Boys, Sonic Youth, Foo Fighters, Pavement, Rancid, Beck e Bikini Kill. Entre entrevistas improvisadas, viagens e performances elétricas, o filme constrói uma cápsula do tempo vibrante de uma cena musical em plena ebulição. Um retrato cru, divertido e cheio de energia de uma época em que viver na estrada parecia a melhor coisa do mundo.

DIA 21/06, DOMINGO, ÀS 20H30

 

PANORAMA BRASILEIRO

QUANDO A GENTE VIRA UM – MESTRE AMBRÓSIO 

Cláudia Dias Perez Machado e Shinji Shiozaki | Brasil | 2026 | 126′

A banda Mestre Ambrósio surgiu no início dos anos 1990, em Recife. A partir de uma extensa pesquisa musical, mergulhou na cultura popular de Pernambuco, aproximando tradição e experimentação, transformando-se em um dos pilares do manguebeat, juntamente com Chico Science & Nação Zumbi.

A partir de arquivos, depoimentos e do reencontro dos músicos quase duas décadas depois, o filme observa como o grupo encontrou na cultura popular tradicional a base para transformar saberes ancestrais em sons contemporâneos.

DIA 22/06, SEGUNDA-FEIRA, ÀS 15H

 

PANORAMA MUNDIAL

EVERYWHERE MAN: THE LIVES AND TIMES OF PETER ASHER

Dan Geller & Dayna Goldfine | Estados Unidos | 2025 | 117’

O filme acompanha a trajetória de Peter Asher, figura importante — ainda que muitas vezes discreta — da música pop. Nos anos 1960, ficou famoso como membro da dupla Peter and Gordon, compartilhou com Paul McCartney momentos em família e de trabalho e viveu de perto algumas das grandes transformações da cultura popular. Mais tarde, tornou-se produtor e ajudou a lançar e consolidar artistas como James Taylor e Carole King, entre tantos outros.

Entre memórias, arquivos e depoimentos, surge o retrato de um homem inteligente, carismático e profundamente conectado à história da música das últimas décadas.

DIA 22/06, SEGUNDA-FEIRA, ÀS 18H

 

ESPECIAIS BRASIL

FLORA & AIRTO – O SOM REVOLUCIONÁRIO

Jom Tob Azulay | Brasil | 2026 | 86’

Flora Purim e Airto Moreira revolucionaram o mundo do jazz e da música brasileira nos anos 1970. Ao lado de Chick Corea, os dois lançaram as sementes do fusion moderno, no álbum “Return to Forever” (1972), além de terem participações fundamentais nas gravações de “Bitches Brew”, de Miles Davis, e “Welcome”, de Carlos Santana. Neste filme, acompanhamos o duo em uma gravação histórica e emocionante, realizada em 2024, que entrelaça as vidas pessoais e profissionais dos dois artistas no passado e no presente.A obra celebra o papel de Flora e Airto na música contemporânea, revelando a força de sua parceria, um encontro afetivo e criativo marcado pela transgressão e pela reinvenção constante.

DIA 22/06, SEGUNDA-FEIRA, ÀS 20H30

 

PANORAMA BRASILEIRO 

CANECÃO – TANTAS EMOÇÕES

Bruno Levinson | Brasil | 2026 | 87’

O Canecão foi um dos palcos míticos do país. Inaugurado no fim dos anos 1960, grandes nomes da música brasileira realizaram ali shows históricos.

A partir de depoimentos inéditos e imagens de arquivo, o diretor Bruno Levinson reúne artistas, funcionários e jornalistas para reconstruir a memória viva de um espaço que marcou profundamente a cultura brasileira. Como diria o rei Roberto, “são tantas emoções, bicho”.

DIA 23/06, TERÇA-FEIRA, ÀS 15H

 

ESPECIAIS BRASIL

NATIVO

Vladimir Cunha | Brasil | 2026 | 60’ 

Ruy Barata foi uma das figuras mais importantes da cultura paraense. Poeta, político, advogado, professor e compositor, Ruy que compunha com seu filho Paulo André Barata, teve suas composições gravadas por Fafá de Belém, Maria Rita, Zeca Pagodinho, Leila Pinheiro, Áurea Martins, Zeca Baleiro, Zé Renato, Joyce Moreno, Mônica Salmaso entre outros. O diretor Vladimir Cunha faz um retrato pouco usual de Ruy Barata acentuando seu lado boêmio e seu legado.

DIA 23/06, TERÇA-FEIRA, ÀS 18H30

 

PANORAMA BRASILEIRO

VIVO 76

Lírio Ferreira | Brasil | 2026 | 102’

O premiado cineasta Lírio Ferreira se debruça sobre a cultura, as influências, o nascimento e a interpretação das canções que formam o disco “Vivo!”, terceiro álbum do compositor e cantor pernambucano Alceu Valença, lançado em 1976.

Tendo o próprio Alceu como condutor, mergulhamos de cabeça na psicodelia pernambucana, onde música, literatura e artes visuais se misturam, em uma viagem aos anos 1970, observada com as lentes de hoje e os olhos de amanhã.

DIA 23/06, TERÇA-FEIRA, ÀS 20H45

 

PANORAMA MUNDIAL

THROUGH THE BODY: THE STORY OF THE INTERNATIONAL BODY MUSIC FESTIVAL

Andrew Reissiger | Estados Unidos | 2025 | 93’

O percussionista e dançarino Keith Terry fundou, em 2008, em Oakland, Califórnia, o único festival internacional dedicado ao instrumento que todos compartilhamos: o corpo humano. Impulsionado por uma experiência de quase morte e por uma bolsa Guggenheim, Terry criou o International Body Music Festival, que o levou a lugares como São Paulo, Istambul, Paris, Bali e Gana, reunindo artistas que transformam ritmo, movimento e voz em linguagem comum.

Entre performances e reflexões pessoais, com destaque para o Barbatuques, por meio da figura de seu fundador, Fernando Barba, o filme explora a evolução da body music, os desafios da circulação internacional e o impacto humano de sustentar uma comunidade artística global.

DIA 19/06, SEXTA-FEIRA, ÀS 18H

 

BOY GEORGE & CULTURE CLUB

Alison Ellwood | Estados Unidos, Reino Unido | 2025 | 95’

Com humor, coração e muito glitter, a diretora Alison Ellwood mergulha na trajetória de Boy George e da banda Culture Club, um dos grupos mais marcantes dos anos 1980.

Focando na relação intensa que moldou seu sucesso e suas rupturas, o documentário alterna memórias, confissões íntimas e hits como “Do You Really Want to Hurt Me?” e “Karma Chameleon” com os conflitos que fizeram da carreira do grupo uma montanha-russa. O relacionamento tempestuoso entre Boy George e o baterista Jon Moss, a explosão do segundo álbum, a fama, a pressão da imprensa sobre sua sexualidade, as drogas e a relação com os demais membros — nada é filtrado aqui. Um mergulho profundo no lado emocional por trás do brilho pop.

DIA 25/06, QUINTA-FEIRA, ÀS 20H30

 

PANORAMA BRASILEIRO

NINGUÉM PODE PROVAR NADA

Rodrigo Pinto | Brasil | 2025 | 105’

As aventuras quase inacreditáveis do jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, o “Exagerado Número 1”. Com mais de sessenta horas de entrevistas inéditas e precioso material de arquivo, acompanhamos sua trajetória, que inclui excessos, lorotas, verdades afiadas e encontros definitivos para a música brasileira, como com o Made in Brazil, Barão Vermelho e Cazuza.

DIA 27/06, SÁBADO, ÀS 18H

 

PONTOS DE FORÇA

Vânia Lima | Brasil | 2026 | 78’

Mateus Aleluia nos guia por lugares sagrados do Candomblé em Cachoeira (BA). Aqui, ele realiza uma profunda imersão em uma das regiões em que o diálogo entre a ancestralidade e a (re)existência se estabelece de maneira intensa. No registro sensível da diretora Vânia Lima, fé, conexão com a natureza e a memória dos antepassados se traduzem em música.

DIA 27/06, SÁBADO, ÀS 20H30

 


 

PROGRAMAÇÃO SESC DIGITAL – DE 18/06 A 01/07

 

ARY

André Weller | Brasil | 2025 | 71′

Misturando ficção e imagens de arquivos raras, Ary Barroso conta, através da voz de Lima Duarte, sua vida, desde a infância em Minas Gerais até os dias de glória no Rio de Janeiro.

Passando pela parceria com os estúdios Disney, campos de futebol e encontros com personagens importantes na vida cultural brasileira, como Carmen Miranda, o resultado é um ensaio cinematográfico íntimo sobre a mente criativa do homem que inventou o Brasil Brasileiro.

 

ARTHUR, O GIGANTE

Ivan de Angelis | Brasil | 2025 | 98’

Arthur Maia foi um dos gigantes do contrabaixo no Brasil. Acompanhando artistas como Gilberto Gil, Djavan, Lulu Santos e Ney Matogrosso, Arthur se destacou desde cedo no cenário musical e fez com que o instrumento se tornasse um protagonista nos palcos e estúdios.

Com depoimentos de grandes músicos, amigos e familiares, a trajetória deste exímio instrumentista é celebrada nesta homenagem.

 

ELETRONICA:MENTES

Dácio Pinheiro, Denis Giacobelis, Paulo Beto | Brasil | 2019 | 75′

Uma profunda investigação sobre o desenvolvimento da música eletrônica no Brasil e seus rumos. Já nos anos 1960, os pioneiros Jocy de Oliveira e Jorge Antunes já faziam seus primeiros experimentos no universo eletrônico. Ao longo das décadas, o avanço tecnológico barateou o acesso a equipamentos e ampliou horizontes, em que gerações de novos artistas buscam possibilidades inéditas de interpretação.

 

HALF MOON

Frank Scheffer | Holanda | 2025 | 91’

A eclosão da guerra na Síria, em 2011, impediu o clarinetista Kinan Azmeh de retornar para casa, dando início a uma jornada íntima sobre o poder transformador da arte. Sua música — entre a sonoridade clássica, o jazz e a world music — atravessa as camadas da identidade no exílio e se entrelaça com marcos pessoais, como a paternidade. Ao lado de outros artistas deslocados, ele reconstrói em som a memória de um país fragmentado, em uma ode delicada, sobre perdas e a permanência do afeto.

 


 

SERVIÇO

CineSesc

Rua Augusta, 2075 – São Paulo

 

Ingressos

Abertura InEdit – Fugs Film!: Gratuito, com distribuição de ingressos 1h antes da sessão.

Programação InEdit: R$ 10,00 (preço único)

Ingressos à venda a partir de 12/6, às 19h, presencialmente nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo e online pelo aplicativo Credencial Sesc e pelo site centralrelacionamento.sescsp.org.br

 

Horário de atendimento:

Todos os dias, das 13h15 às 21h30

Ingressos online: sescsp.org.br/cinesesc

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