Uma campanha nacional lançada nesta quinta-feira (23), em Barueri, São Paulo, destinará 100% do lucro obtido com a venda de um milhão de latas do energético Baly Cereja a instituições que desenvolvem projetos voltados ao fortalecimento das mulheres.
Batizada de “Vai de Baly, Vai por Elas”, a iniciativa pretende apoiar ações nas áreas de empreendedorismo feminino, desenvolvimento pessoal, saúde emocional, autonomia financeira e enfrentamento à violência.
O projeto foi idealizado pela empresária Dayane Titon Cardoso, diretora comercial e de marketing da Baly Brasil. Segundo ela, a proposta nasceu após receber relatos de mulheres que se identificavam com sua trajetória profissional e buscavam coragem para enfrentar desafios pessoais e profissionais.
“Se a minha história puder ajudar uma mulher a acreditar mais no seu potencial, encontrar apoio ou dar o primeiro passo para mudar a própria realidade, ela já terá cumprido seu papel”, afirmou Dayane.
A empresária destacou que a edição especial de um milhão de latas foi criada para ampliar o alcance da campanha e transformar a presença nacional da marca em apoio concreto a instituições que trabalham com mulheres.
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Rede de embaixadores
A campanha conta com uma rede de embaixadores de diferentes setores. Entre os nomes anunciados estão a empresária Luiza Trajano; a vereadora Ana Carolina Oliveira; as delegadas Tatiana Queiroz, Patrícia Zimmermann D’Ávila e Vivian Garcia Selig; a empresária Carol Paiffer; Nina Silva, fundadora do Movimento Black Money; a influenciadora Gkay; e Valeria Valenssa.
Durante o lançamento, palestras e painéis discutiram empreendedorismo, liderança, autoestima, segurança, autonomia financeira e criação de ambientes de trabalho mais acolhedores para as mulheres.
Para a delegada Tatiana Queiroz, empresas também podem utilizar sua estrutura e capacidade de comunicação para promover mudanças sociais.
“Como mulher e líder, sei que a autonomia financeira muda vidas, mas acredito que a autonomia emocional é igualmente importante. É ela que dá coragem para romper ciclos de violência, fazer escolhas e construir novos caminhos”, declarou.
Informação nas embalagens
As latas da edição especial terão um QR Code que direcionará o público para uma plataforma com conteúdos sobre empreendedorismo, saúde emocional, desenvolvimento pessoal e protagonismo feminino.
O espaço digital também reunirá vídeos e depoimentos dos embaixadores da campanha, com histórias voltadas à inspiração de mulheres que desejam iniciar um negócio, retomar projetos ou romper situações de vulnerabilidade.
Segundo a empresa, a campanha também busca incentivar outras marcas e lideranças empresariais a apoiarem iniciativas sociais direcionadas às mulheres.
Jornalistas relatam bloqueio de informações em portais da transparência durante período eleitoral
Profissionais afirmam que dados sobre emendas parlamentares ficaram indisponíveis; regras eleitorais preservam informações necessárias à transparência fiscal
Jornalistas que trabalham com dados públicos relatam dificuldades para acessar informações em portais da transparência de governos estaduais durante o período eleitoral. Entre os conteúdos apontados como indisponíveis estão dados sobre emendas parlamentares impositivas e voluntárias.
O problema foi discutido em um grupo formado por associados da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Profissionais relataram que tabelas e documentos importantes para a produção de reportagens deixaram de ser acessados após o início das restrições eleitorais.
A retirada de conteúdos institucionais durante os três meses anteriores às eleições tem o objetivo de impedir que estruturas e canais oficiais sejam utilizados para promover governantes, autoridades ou candidaturas.
Entretanto, jornalistas alertam que a indisponibilidade de portais da transparência pode dificultar a fiscalização dos gastos públicos justamente no período em que aumenta o interesse da sociedade sobre a atuação de gestores e parlamentares.
Entre as informações consideradas essenciais estão dados sobre a execução de emendas, contratos, repasses, despesas públicas e destinação de recursos por parlamentares que disputarão a reeleição.
Transparência deve ser preservada
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o chamado defeso eleitoral limita a publicidade institucional e outras ações de agentes públicos para assegurar igualdade entre as candidaturas. A própria regulamentação, contudo, mantém as informações necessárias ao cumprimento da transparência fiscal e do acesso à informação. Veja as orientações do TSE.
A Resolução TSE nº 23.735/2024 determina que conteúdos neutros e indispensáveis à transparência pública podem permanecer disponíveis. O critério central é impedir promoção pessoal ou eleitoral, sem comprometer o acesso do cidadão a informações de interesse público. Consulte a resolução.
Para os profissionais que relataram o problema, retirar dados de execução orçamentária e emendas parlamentares representa uma interpretação excessiva das regras eleitorais. Diferentemente da publicidade institucional, os portais da transparência funcionam como instrumentos de fiscalização da administração pública.
Impacto na cobertura eleitoral
A dificuldade de acesso também prejudica a produção de reportagens investigativas sobre o desempenho de gestores e parlamentares. Sem os dados, torna-se mais difícil verificar como recursos foram utilizados, quais áreas receberam investimentos e se as promessas apresentadas durante os mandatos foram cumpridas.
Os relatos levantam ainda dúvidas sobre a diferença de procedimentos entre estados e municípios. Enquanto algumas estruturas estaduais teriam interrompido a divulgação de conteúdos, portais municipais continuariam funcionando normalmente.
Jornalistas defendem que entidades de proteção à imprensa e órgãos de controle acompanhem os casos. A restrição indevida de informações pode contrariar tanto as normas eleitorais quanto os princípios da Lei de Acesso à Informação.
A transparência dos gastos públicos, especialmente durante o processo eleitoral, permite ao eleitor avaliar candidaturas com base em dados concretos e fortalece o controle social sobre a atuação do poder público.
