O olhar feminino sobre o cárcere é o tema do espetáculo Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos, da Companhia de Teatro Heliópolis, que tem direção de Miguel Rocha e texto de Dione Carlos.
A história se desenrola entre duas irmãs – Maria das Dores e Maria dos Prazeres – marcadas pelo encarceramento de homens da família. O enredo trata da luta pela sobrevivência e mostra uma mãe buscando libertar seu filho preso injustamente e sua irmã, refém do ex-companheiro que está encarcerado. As irmãs, cujo pai também esteve preso, lutam para romper esse ciclo de violência e de encarceramento.
“São elas que carregam o peso, que são acometidas pelos desdobramentos do encarceramento de seus parceiros ou familiares, vendo abalada a sua vida emocional, sua segurança física e sua situação financeira. A mulher se torna a força e o sustentáculo da família, e também daquele que está em situação de cárcere”, disse Miguel Rocha.
A temporada será realizada na Casa de Teatro Maria José de Carvalho, sede da companhia no bairro do Ipiranga, e segue até o dia 5 de junho. As encenações são realizadas nas noites de sextas, sábados e domingos e os ingressos são gratuitos para alunos e professores da rede pública. Para o restante do público, o ingresso custa o quanto a pessoa puder contribuir.
- STF garante internet gratuita para acesso a canais da Justiça Eleitoral nas eleições de 2026
- Governo prevê recursos para reajustar bolsas de residentes em saúde em 2027
- Após a separação, 82,7% das mulheres ouvidas dizem não se arrepender da decisão
- Lei institui protocolo de atendimento a mulheres, crianças e pessoas vítimas de violência
- Nova lei amplia diretoria da OAB e permite criação de núcleos temporários
A peça, que é acompanhada por musicistas tocando ao vivo, celebra os 20 anos de fundação do grupo, completados em 2020. A companhia, criada na maior comunidade de São Paulo, é conhecida por pesquisar e abordar a violência e suas reverberações.
Fonte: Agência Brasil
