Políticos conseguem cortesias para assistir de graça jogo do Brasil x Japão

Parlamentares vão de graça ao Mané Garrincha para ver a Seleção de camarote. Bancada da bola negociou com a Fifa

Diego Abreu

Publicação: 15/06/2013 07:47 Atualização:

Deputado Vicente Cândido disse que deu para 'equacionar' os pedidos  (Valter Campanato/ABr)
Deputado Vicente Cândido disse que deu para “equacionar” os pedidos

A maioria dos 100 parlamentares que pediram ingresso para assistir ao jogo da abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão, teve o pedido atendido, conforme contou ao Correio o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP). Ele é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e, desde que foi relator da Lei Geral da Copa na Câmara, tornou-se uma espécie de elo entre seus pares e a Federação Internacional de Futebol (Fifa), entidade organizadora da competição. Ele é um dos principais integrantes da chamada bancada da bola, que costuma lidar com assuntos esportivos e tem sido assediada pelos colegas para conseguir entradas para a primeira partida da Seleção Brasileira, em Brasília.

Embora o celular do petista não tenha parado de tocar ontem, com pedidos de cortesia, ele afirma que conseguiu garantir a presença dos colegas no Estádio Mané Garrincha, com um total de 350 entradas. O parlamentar confessa que os pedidos exagerados foram cortados pela raiz. Cada deputado atendido recebeu, em média, três ou quatro ingressos. “Vamos conseguir atender a maior parte dos pedidos. Está tudo equacionado. Como o estádio é grande, com capacidade para mais de 70 mil torcedores, e o evento tem vários patrocinadores, conseguiremos espaço para todos (os deputados) nos camarotes”, disse Vicente Cândido. Ele relata também ter atendido alguns senadores, governadores e membros do Poder Executivo.

Todas as solicitações para a partida de hoje foram concentradas em Cândido, que encaminhou as demandas ao Governo do Distrito Federal (GDF), à Fifa, à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao governo federal. “Não tenho nenhuma reclamação a fazer, a não ser em relação aos pedidos exagerados, de alguns que queriam de seis até 10 ingressos. Aí, negamos. Para atender esses, teríamos que ter 10 estádios”, ironizou.

Nos siga no Google Notícias

Últimas Notícias