Compartilhar um pedaço de chocolate com o animal de estimação pode colocar a saúde dele em risco. Tóxico para cães e gatos, o alimento contém substâncias que podem provocar intoxicação e, em casos graves, comprometer o funcionamento do coração e do sistema nervoso.
Segundo Victória Bório, coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário IBMR, a principal preocupação é a teobromina, metabolizada lentamente pelo organismo desses animais.
“O chocolate é perigoso porque contém teobromina, uma substância tóxica para cães e gatos. Diferente dos humanos, esses animais metabolizam a teobromina muito lentamente, o que leva ao acúmulo no organismo e pode causar intoxicação. Quanto mais escuro o chocolate, maior a quantidade de teobromina e maior o risco”, explica.
Sinais de alerta
Os sintomas podem aparecer poucas horas após a ingestão. Entre os sinais mais comuns estão vômitos, diarreia, agitação, inquietação, aumento da frequência cardíaca e tremores. Quadros mais graves podem evoluir para convulsões.
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A ausência de sintomas logo após o consumo não deve ser motivo para adiar a busca por ajuda. A orientação da especialista é levar o animal ao atendimento veterinário imediatamente, sem esperar que os primeiros sinais apareçam.
Tentativas de tratamento em casa devem ser evitadas. A avaliação profissional é necessária para definir a conduta adequada e reduzir o risco de complicações.
Cuidados para prevenir acidentes
Manter chocolates e doces em armários fechados e fora do alcance dos animais é uma das principais medidas de prevenção. Durante o consumo, também é importante evitar que pedaços caiam no chão ou que embalagens com restos do alimento fiquem acessíveis.
A atenção deve envolver toda a família. Crianças e visitas precisam ser orientadas a não oferecer chocolate aos pets, mesmo em pequenas porções.
“Não deixar alimentos ao alcance dos animais, ter cuidado para não deixar cair pedaços no chão, orientar visitas e crianças a não oferecerem comida aos pets e armazenar chocolates e doces em locais fechados e altos são atitudes fundamentais para a prevenção”, reforça Victória.

