Mulheres no Agro reúne lideranças femininas para discutir os novos caminhos do campo brasileiro

Evento integrou o 9º Encontro ABCZ Mulher, durante a ExpoGenética, e reuniu nomes como Tereza Cristina, Alessandra Mattar, Anna Valente, Lala Noleto, Mônica Hial, Gaby Menotti, Vera Arantes, Simone Roncado e Tricia Villela em debates sobre liderança, tecnologia, comportamento, moda e as transformações do agronegócio

O agronegócio brasileiro passa por uma transformação que vai além da adoção de novas tecnologias e modelos de gestão. A presença feminina também ganha cada vez mais espaço em propriedades rurais, empresas, associações e entidades do setor, influenciando decisões, negócios, comportamento e novas formas de se relacionar com o campo.

Foi nesse contexto que o Mulheres no Agro no 9º Encontro ABCZ Mulher reuniu, no dia 20 de agosto, em Uberaba (MG), mulheres de diferentes gerações e áreas de atuação para discutir os desafios e as oportunidades que estão moldando o presente e o futuro do agronegócio. Realizado no Centro de Eventos Rômulo Kardec, no Parque Fernando Costa, durante a ExpoGenética, o encontro teve patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, apoio da Emater-MG e realização da ABCZ Mulher.

Idealizado por Alessandra Valente Mattar e Anna Valente, o evento dá continuidade ao projeto Diálogos Entre Gerações, criado pelas duas para aproximar experiências e perspectivas de diferentes gerações.

Moda, comportamento e comunicação

O segundo talk, “Moda, Comportamento e o Lifestyle Sertanejo”, trouxe Mônica Hial, Lala Noleto e Gaby Menotti para discutir a influência do agro na moda, no comportamento e nas redes sociais.

Mônica Hial apresentou tendências da moda country, como o couro, as botas texanas e a estética cowboy, enquanto Lala Noleto destacou o potencial das redes sociais para que as mulheres do campo contem suas próprias histórias e mostrem ao público um agro conectado à sustentabilidade e à tecnologia.

“Só você pode contar a sua história”, afirmou Lala.

Gaby Menotti destacou que a força da chamada moda sertaneja não é necessariamente uma novidade, mas ganhou maior visibilidade nos últimos anos. “O agro não precisa parecer ser, ele é”, resumiu.

Liderança e trajetórias no agro

O primeiro talk, “O Novo Lifestyle do Agro”, reuniu Alessandra Mattar, Anna Valente, Tricia Villela, Simone Roncado e Vera Arantes em uma conversa sobre trajetórias, superação e liderança feminina.

Tricia Villela compartilhou sua experiência de vida e os desafios enfrentados desde muito jovem, enquanto Vera Arantes falou sobre sua trajetória entre o mercado financeiro e o agro e sobre os desafios da gestão familiar após a perda do marido.

“Fui a primeira mulher a operar na bolsa de valores do Agro, trabalhei muito para termos a representatividade de hoje. Depois da perda do meu marido, precisei assumir uma série de novas responsabilidades. É um desafio diário, mas também uma grande realização”, declarou Vera.

A programação também contou com Simone Roncado, que abordou a construção de uma liderança feminina mais autêntica. A partir de sua experiência no campo e em Angola, destacou a importância de respeitar diferentes culturas e de não tentar reproduzir modelos tradicionais de liderança.

“Por isso, ser quem somos é fundamental. Ser líder é ter medo a todo instante, mas ter 1% a mais de coragem para seguir”, afirmou.

 

Tereza Cristina fala sobre evolução do agro

Um dos destaques da programação foi a palestra magna da senadora e ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina, que abordou a evolução da pecuária brasileira, os avanços tecnológicos do setor e o crescimento da participação feminina em posições de comando.

Tereza Cristina também relembrou a contribuição de Alysson Paulinelli para os estudos que ajudaram a fundamentar a criação da Embrapa e destacou a evolução tecnológica que transformou o Brasil em referência mundial em agricultura e pecuária tropical.

A própria trajetória da senadora serviu de ponto de partida para uma reflexão sobre a desigualdade histórica entre homens e mulheres no agronegócio e os avanços conquistados ao longo das últimas décadas.

Um encontro entre gerações

Para as idealizadoras, o encontro amplia a proposta do Diálogos Entre Gerações ao levar para o universo do agro discussões que vão além dos negócios.

“Queremos discutir não apenas negócios, mas também comportamento, identidade, sucessão, consumo e as mudanças que estão acontecendo dentro e fora do campo”, afirmam Alessandra Valente Mattar e Anna Valente.

A programação contou ainda com homenagens, networking, momentos de interação e uma feira de expositores aberta ao público durante todo o dia.

Ao reunir diferentes gerações e áreas de atuação, o Mulheres no Agro reforçou a crescente presença feminina no agronegócio e mostrou como essa participação também influencia a cultura, o comportamento e as novas formas de pensar o futuro do campo brasileiro.

Sobre a ABCZ

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), integrada por mais de 26 mil associados e autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para executar o registro genealógico de todas as raças zebuínas criadas no Brasil, tem como missão ampliar a produção mundial sustentável de carne e leite. Sempre atenta às novas tecnologias e exigências do mercado, a ABCZ vem cumprindo há 107 anos sua missão de promover o melhoramento genético e o registro genealógico das raças zebuínas em todo o Brasil, contando com uma rede de escritórios regionais e técnicos altamente capacitados.

Sobre a ABCZ Mulher

Criada para fortalecer e dar visibilidade à atuação feminina no agronegócio, a comissão ABCZ Mulher promove iniciativas voltadas à participação das mulheres em espaços de liderança, decisão e desenvolvimento do setor. A proposta é ampliar o reconhecimento do protagonismo feminino tanto no campo quanto nas diferentes áreas que integram a cadeia do agronegócio brasileiro.

Sobre a Cemig

A Cemig segue ampliando o incentivo ao setor cultural de Minas Gerais, patrocinando diferentes expressões artísticas em todas as regiões do estado. Democratizar, descentralizar e ampliar o acesso às práticas culturais é um compromisso da companhia com a arte mineira. Ao incentivar a cultura, a Cemig fortalece a tradição, a memória e as raízes, sem deixar de ter a inovação e a tecnologia como aliadas.

 

 

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