O Partido dos Trabalhadores realiza neste domingo (2), em São Paulo, sua convenção nacional para oficializar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, deverá ser mantido na composição da chapa.
O encontro acontece em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, região simbólica para a trajetória política de Lula e considerada o berço de sua atuação sindical. A escolha do local faz parte da estratégia petista de resgatar a história política do presidente e mobilizar a militância para a campanha.
A candidatura de Lula já vinha sendo preparada pelo PT e pelos partidos aliados. A convenção representa a etapa formal necessária para que o nome seja posteriormente apresentado à Justiça Eleitoral.
Aos 80 anos, Lula disputará mais uma eleição presidencial. Caso seja reeleito, ampliará sua marca como o político que mais vezes chegou à Presidência da República pelo voto popular.
Disputa polarizada
A eleição caminha para uma nova disputa polarizada. Do outro lado está o senador Flávio Bolsonaro, oficializado pelo PL como candidato à Presidência e apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Celina Leão reúne mega-aliança para oficializar candidatura à reeleição no Distrito Federal
- PSD e Novo oficializam candidaturas ao GDF durante convenções partidárias no DF
- Republicanos lança candidatura de Tarcísio ao governo de São Paulo
- PCB oficializa candidatura de Edmilson Costa à Presidência da República
- RJ: cerca de 13 milhões de eleitores estão habilitados para o 1º turno
Pesquisas divulgadas nesta fase da pré-campanha colocam Lula e Flávio como os principais nomes na corrida pelo Palácio do Planalto. O presidente aparece à frente em parte dos levantamentos, mas alguns cenários indicam uma disputa apertada em eventual segundo turno.
O PT trabalha para ampliar sua coligação e manter o apoio de partidos que já integram o governo. A permanência de Alckmin na vaga de vice é considerada fundamental para sustentar a aproximação com setores de centro, empresários e grupos que não fazem parte da base histórica petista.
Investigação aumenta pressão
A oficialização ocorre em meio à repercussão de uma nova investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a apurar suspeitas de tráfico de influência.
A defesa de Lulinha contesta as acusações e afirma que não existem elementos que comprovem atuação irregular. O presidente Lula declarou anteriormente que o filho não receberá tratamento diferenciado e deverá prestar os esclarecimentos necessários.
A expectativa é que o discurso da convenção concentre-se na defesa dos programas sociais, na economia, na geração de empregos e na comparação entre os governos Lula e Bolsonaro. O PT também deverá apresentar a eleição como uma disputa entre projetos políticos opostos para o país.
