Iniciativas em hospitais e UPAs permitem que pessoas em tratamento acompanhem os jogos e compartilhem momentos de convivência
A expectativa para o próximo compromisso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, marcado para esta sexta-feira (19), já mobiliza pacientes, acompanhantes e profissionais das unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Após a experiência positiva vivida na estreia do Brasil na competição, hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) se preparam para repetir atividades que proporcionaram integração, lazer e bem-estar a pessoas em atendimento ou internação.
No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a iniciativa emocionou pacientes que, mesmo longe de casa, puderam acompanhar a partida em um espaço preparado especialmente para a ocasião. Internado há mais de um mês, Paulo de Sousa destacou a importância da ação. “Assistir ao jogo ao lado de outras pessoas trouxe mais animação à rotina hospitalar e permitiu momentos de convivência fora do quarto”, relata.
A acompanhante Priscila Mendes também celebrou a iniciativa. Ao lado do avô, José Mendes das Neves, internado há três dias, ela conta que a família não sabia como faria para que ele acompanhasse a partida. “Meu avô gosta muito de futebol e poder assistir ao jogo aqui foi algo que deixou ele muito feliz”, afirma.
A ação no HBDF contou com o apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que disponibilizou uma televisão na Casa Rosa para a transmissão dos jogos. Segundo a coordenadora Larissa Bezerra, o espaço continuará funcionando durante toda a Copa do Mundo, e não apenas nos jogos da Seleção Brasileira. “A proposta é permitir que pacientes e acompanhantes vivenciem um momento tão tradicional para os brasileiros, mesmo durante o período de internação”, explica.
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Para Francisco Wellington Vieira, colaborador do setor de Humanização do HBDF, iniciativas como essa contribuem diretamente para o bem-estar dos pacientes. Segundo ele, o ambiente hospitalar oferece poucas oportunidades de lazer e convivência. “Ver a alegria deles assistindo aos jogos mostra que o cuidado também passa por proporcionar momentos de descontração e acolhimento”, destaca.
No Hospital Cidade do Sol (HSol), a mobilização também levou a emoção do futebol para dentro das enfermarias. Televisores foram disponibilizados para que os pacientes acompanhassem a estreia da Seleção Brasileira. O gerente de Enfermagem da unidade, Leandro Queza, explica que a proposta vai além da transmissão esportiva. “A internação muitas vezes é acompanhada de ansiedade e saudade da rotina. Criar oportunidades de descontração ajuda a tornar esse período mais leve”, afirma.
Segundo ele, a reação dos pacientes demonstrou o impacto positivo da iniciativa. Sorrisos, conversas e novas conexões marcaram a atividade realizada durante o fim de semana. “Quando oferecemos um ambiente mais acolhedor, mostramos que o cuidado também acontece por meio da escuta, da presença e da atenção às necessidades emocionais das pessoas”, acrescenta.
Já na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina, a estratégia foi diferente, mas igualmente significativa. Um rádio foi instalado para transmitir a partida aos pacientes que estavam em observação. A enfermeira Raffaela Monteiro, que acompanhou a atividade, conta que a experiência surpreendeu positivamente a todos. “Quando saiu o gol do Brasil, até os pacientes comemoraram. Foi um momento simples, mas muito especial para quem estava ali”, relembra.
O gerente da unidade, Rogério Tavares, ressalta que pequenas iniciativas podem transformar o ambiente assistencial. Segundo ele, proporcionar conexão com acontecimentos importantes para a população fortalece o acolhimento e contribui para uma permanência mais confortável e humanizada. “As ações reforçam uma diretriz cada vez mais presente nas unidades administradas pelo IgesDF: compreender que o cuidado não se limita aos procedimentos clínicos. O bem-estar emocional também faz parte da recuperação. Em um país apaixonado por futebol, garantir que ninguém fique de fora da emoção da Copa do Mundo também é uma forma de cuidar”, conclui.
*Com informações do IgesDF
Fonte: Agência Brasília
