Michelle Bolsonaro articula Priscila Costa como vice em possível chapa de Flávio Bolsonaro

Disputa interna no PL esquenta e amplia pressão sobre chapa de Flávio Bolsonaro

A construção da possível chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro para 2026 já provoca tensão dentro do Partido Liberal (PL) e evidencia um racha entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

No centro da disputa está o nome da deputada estadual Priscila Costa, aliada de Michelle e uma das principais apostas da ex-primeira-dama para compor a chapa ou disputar o Senado pelo Ceará. Michelle já deixou claro nos bastidores que não abre mão da candidatura de Priscila, inclusive com a vaga e o número 222 no estado.

Priscila Bezerra da Costa, natural de Fortaleza, é jornalista, política e construiu sua trajetória com forte presença no eleitorado conservador. Foi vereadora de Fortaleza — sendo a mais votada do Nordeste —, deputada federal suplente em 2023 e atualmente exerce mandato como deputada estadual. Também ocupa a vice-presidência nacional do PL Mulher.

Outro fator que pesa a favor da parlamentar é sua ligação com o segmento evangélico. Neta de pastor da Assembleia de Deus Ministério Belém, uma das maiores igrejas do país, Priscila é vista como um ativo importante de mobilização eleitoral.

Do outro lado, Valdemar Costa Neto articula para viabilizar o nome do deputado estadual Alcides Fernandes, o que acirra a disputa interna e expõe a divisão de forças dentro do partido.

Enquanto o embate se intensifica, outros nomes femininos também surgem como alternativas para a vaga de vice. Entre eles, a senadora Tereza Cristina, que agrega força junto ao agronegócio, e a deputada federal Simone Marquetto, ligada a articulações com o PSD.

Paralelamente, Flávio Bolsonaro tem feito movimentos para ampliar sua conexão com o eleitorado feminino. O senador tem intensificado aparições públicas ao lado da esposa e defendido maior participação de mulheres em cargos estratégicos, incluindo indicações para o Tribunal de Contas da União.

Nos bastidores, a leitura é de que a disputa vai além da escolha de um nome para vice. O que está em jogo é o comando político da legenda e a definição de quem terá mais influência na construção do projeto eleitoral de 2026.

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