A tradição da La Ursa também marca presença em Porto de Galinhas, um dos destinos turísticos mais conhecidos do litoral pernambucano. Durante o período carnavalesco, grupos percorrem ruas e áreas próximas às praias levando música, dança e o personagem mais irreverente da cultura popular: o urso fantasiado que interage com o público e mantém viva uma das expressões mais autênticas do Carnaval nordestino.

Ligada historicamente às manifestações de rua em cidades como Recife e Olinda, a La Ursa ganhou espaço também no litoral, especialmente em Ipojuca, município onde está localizada Porto de Galinhas.
Cultura popular que atravessa gerações
A brincadeira é simples e cheia de significado: uma pessoa veste a fantasia de urso — geralmente confeccionada com tecidos pesados e máscaras artesanais — enquanto o grupo toca instrumentos de percussão. Ao som do ritmo contagiante, o personagem dança e interage com moradores e turistas.
A frase tradicional ecoa pelas ruas:
“A la ursa quer dinheiro, quem não dá é pirangueiro!”
Mais do que pedir contribuições simbólicas, a manifestação representa criatividade, resistência cultural e espírito comunitário.
Turismo e identidade cultural
Em Porto de Galinhas, a presença da La Ursa durante o Carnaval agrega valor à experiência turística. Visitantes de diferentes estados e países têm contato direto com uma tradição popular genuína, que vai além dos grandes trios elétricos e das programações oficiais.
A mistura entre cultura local e fluxo turístico fortalece a identidade do destino, promovendo a valorização das raízes pernambucanas mesmo em um dos pontos mais internacionalizados do estado.
Participação infantil e caráter comunitário
É comum ver crianças e adolescentes organizando suas próprias La Ursas, mantendo viva a tradição que passa de geração em geração. A prática incentiva a convivência, a criatividade e a ocupação cultural dos espaços públicos.
Em meio às belezas naturais de Porto de Galinhas, a La Ursa reafirma que o Carnaval pernambucano não se resume aos grandes polos — ele também pulsa nas ruas, nas vilas e nas comunidades.
