Governador Ronaldo Caiado determina retomada de projetos paralisados no setor primário, busca recursos perdidos por gestões anteriores e toma iniciativas que beneficiam do pequeno ao grande produtor em todas as regiões do Estado: “A coluna vertebral de Goiás é a agropecuária”
Em três anos de gestão do governador Ronaldo Caiado, Goiás ganha cada vez mais força no setor agropecuário. Com a recriação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que havia sido extinta em gestões anteriores, os produtores são beneficiados com investimentos em políticas públicas, melhoria da infraestrutura rural e fomento à produção agropecuária sustentável.
“Goiás é um Estado que, sem dúvida alguma, não perde para nenhum outro do país. Somos ricos na nossa capacidade produtiva, em nossas terras com a produção agrícola, pecuária e avicultura”, diz Caiado. Para o governador, essas características garantem condições de superar desafios. “A coluna vertebral do Estado é a agropecuária, responsável por 78% das nossas exportações. Sem ela, Goiás não existe do ponto de vista econômico, social e muito menos nas condições de expansão e no atendimento do crescimento”, destaca.
Um dos marcos nesse processo é o Programa Regulariza Campo. Antes, a entrega de títulos de regularização fundiária em Goiás caminhava lentamente. Agora, por meio da Seapa, os processos foram acelerados.
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De janeiro de 2019 até outubro de 2021, foram emitidos 213 títulos de domínio em Goiás, que representam 47,9 mil hectares regularizados em 12 municípios e mais de R$ 2,7 milhões em arrecadação para os cofres públicos. Além disso, foi instalado o primeiro escritório regional de regularização fundiária do Estado, em Cavalcante. A unidade contribui para agilizar processos das regiões Norte e Nordeste de Goiás, reduzindo a necessidade de deslocamento até a capital.
O Governo de Goiás também fechou o ano de 2021 com um feito inédito na infraestrutura rural: mais de 95% das prefeituras receberam benefícios do Mecaniza Campo, programa que distribui retroescavadeiras, caminhões basculantes, caminhões-pipa, tratores agrícolas, motoniveladoras e outras máquinas e equipamentos aos municípios. O valor total do investimento foi superior a R$ 123 milhões, o que possibilitou a compra de 626 itens que repassados às prefeituras por meio de termo de cessão de uso.
Os recursos são oriundos da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), destinados por emenda da bancada federal goiana na legislatura anterior (2014-2018). Antes da gestão Caiado, a emenda não havia sido utilizada e quase foi perdida. Ao assumir o Estado, em 2019, o governador Ronaldo Caiado trabalhou em conjunto com a bancada federal goiana para resgatar o recurso.
O Projeto de Irrigação Flores de Goiás, também paralisado na gestão anterior, foi retomado por Caiado. O Governo de Goiás coordena a iniciativa de engenharia de recuperação da Barragem do Paranã. A obra foi construída para aumentar a oferta hídrica para os produtores rurais e fomentar a produção agrícola irrigada na região, que é considerada a mais carente do Estado. Em maio de 2021, foi assinada a ordem de serviço para a reforma estrutural da Barragem do Paranã.
Agricultura familiar
Outra iniciativa de destaque inédita é o fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca. Antes, Goiás não contava com nenhum projeto na área. O Governo de Goiás e a Ambev assinaram protocolo de intenções, em agosto de 2020, para impulsionar a atividade e beneficiar agricultores familiares em municípios em situação de vulnerabilidade social.
A empresa criou a Esmera, marca de cerveja goiana a partir da fécula de mandioca como parte das ações de fortalecimento da economia, geração de emprego e renda no Estado. O programa está presente em 23 municípios e já beneficiou mais de mil pessoas. Entre elas, pequenos agricultores familiares, colhedores e fretistas. Até o momento, a Ambev e a Cerveja Colombina, que passou a integrar a iniciativa, já adquiriram 1.942 toneladas da matéria-prima.
A agricultura familiar passou a contar com a mão amiga do Estado. Antes, o governo não executava o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA – Termo de Adesão Estadual). Com a atual gestão do Governo de Goiás, por meio de dois chamamentos públicos, foram selecionados 823 produtores da agricultura familiar de 92 municípios. Eles forneceram alimentos que foram doados imediatamente a famílias carentes, por meio de instituições cadastradas. Ao todo, foram investidos R$ 4 milhões por meio dos editais. Os recursos foram destinados pelo Ministério da Cidadania. As entregas de alimentos foram realizadas entre os meses de abril e dezembro de 2021.
Ainda em dezembro de 2021, o Governo de Goiás lançou um novo edital, agora do PAA Goiás, com recursos próprios e mais volumosos. A previsão é investir R$ 24 milhões em 2022 e beneficiar mais 250 mil pessoas nos 246 municípios goianos. O Edital de Chamamento Público para agricultores familiares e outros beneficiários segue aberto até 27 de janeiro.
Com benefício direto a pequenos produtores, Caiado também criou o programa O Agro é Social. Em 2019, foram entregues kits de apicultura a 10 municípios do Nordeste goiano e 30 toneladas de sementes de milho e de feijão a produtores de 30 municípios das regiões Norte e Nordeste do Estado. Já em 2020, foram destinados 32 tanques-rede e alevinos de tilápia para cerca de 20 famílias de Minaçu, no Norte de Goiás. O governo estadual também destinou R$ 1,6 milhão para estruturar a cadeia da piscicultura em Minaçu.
Para o governador, o setor agrícola conquista respeito pelo desenvolvimento de novas práticas. “Hoje a agricultura tem o respeito internacional. Antigamente, nós éramos, muitas vezes, tidos como pessoas que não tinham uma visão social. Revertemos esse processo e, hoje, temos o que há de mais moderno e de melhor tecnologia”, diz.
Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça, outro passo importante foi a criação do Programa Estadual de Bioinsumos. Com a sanção da Lei nº 21.005, de 14 de maio de 2001, Goiás se tornou o primeiro Estado brasileiro a ter uma legislação específica para tecnologias que estão entre as principais tendências mundiais na área de sustentabilidade na agropecuária. Elogiada nacionalmente, a lei goiana serve de base para as legislações de outras unidades federativas.
“A lei deu segurança jurídica ao produtor e incentivou a ampliação do uso de insumos biológicos. Estas tecnologias proporcionam a substituição parcial ou completa da utilização de insumos químicos, reduzindo o impacto ambiental, diminuindo a dependência de produtos importados e dolarizados e oferecendo alimentos mais saudáveis à população, ou seja, todos ganham”, define o secretário.
Fonte: Portal Goiás
