Essa semana partimos para o 20° sepultamento de vítima de feminicídio no Distrito Federal, o que assusta qualquer mulher pelo simples fato de não ver a redução de crimes, mesmo com leis e tentativas de implementação de políticas públicas, assim como uma mega campanha publicitária do Governo, Câmara Legislativa e da cobertura e apoio da mídia.
Apesar do feminicídio ser um fator social e de cultura machista, que também precisa ser trabalhada por toda sociedade, a falta de ocorrências policiais levam o agressor de violência domestica ao ápice da loucura, levando à morte da mulher que, muitas vezes, não tinha como se defender no momento da agressão.
Então nos resta pensar em opções que possam nos dar condições de, pelo menos, reagir momentaneamente na hora da violência. Aulas de defesa pessoal já são frequentadas por mulheres do DF, mas ainda assim não chegaram à grande população feminina do DF.
E por que não regulamentar e incentivar o uso do gás de pimenta por mulheres que se acham preparadas para usá-lo? O gás de pimenta em um momento de tentativa de estupro ou agressão pode fazer a vítima ganhar tempo e gritar por socorro. Que mulher recusaria colocar um gás de pimenta como mais um acessório na sua bolsa? Com o spray, a mulher vai apontar na região do rosto da pessoa e isso vai causar ardência e pânico. Não se assuste, o spray não leva a morte, mas pode salvar vidas se quem estiver portando souber usá-lo devidamente. O gás de pimenta pode ser usado por pessoas maiores de 21 anos.
Cris Oliveira
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