O técnico Carlo Ancelotti afirmou, após a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega na Copa do Mundo de 2026, que controlar a partida foi mais difícil do que o esperado diante das características do adversário. Em entrevista coletiva depois da derrota, o treinador explicou que o Brasil optou por ceder a posse de bola em alguns momentos e apostar em transições rápidas para tentar explorar os espaços deixados pela equipe europeia.
Segundo Ancelotti, a estratégia brasileira foi pensada para neutralizar principalmente a movimentação do meio-campista Martin Ødegaard e a velocidade de Erling Haaland no ataque. O treinador avaliou que a pressão alta poderia abrir espaço para jogadas perigosas da Noruega, especialmente em lances de um contra um.
“Acho que o Brasil, com esse elenco, poderia competir. No jogo de hoje, me parecia um jogo que a equipe tinha controlado, tivemos oportunidades. Era mais complicado fazer pressão alta, porque a Noruega baixava muito o Ødegaard, então era um risco pela velocidade do Haaland no um contra um”, afirmou Ancelotti.
Noruega dominou a posse no segundo tempo
Depois de uma primeira etapa mais equilibrada, a Noruega passou a controlar as ações na segunda metade da partida e assumiu o comando do jogo com mais intensidade. Os números ajudam a explicar o cenário enfrentado pelo Brasil: os noruegueses terminaram o confronto com 66% de posse de bola, contra 34% da Seleção Brasileira, além de quase dobrarem o número de passes trocados — 680 contra 329.
A equipe europeia aproveitou melhor o controle do meio-campo e conseguiu limitar as ações ofensivas do Brasil, que teve dificuldades para manter a bola e construir jogadas com consistência no segundo tempo. A eliminação encerra a trajetória brasileira no Mundial e aumenta a pressão sobre o trabalho de Ancelotti à frente da Seleção.
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Estratégia foi pensada para explorar contra-ataques
Na avaliação do treinador italiano, a ideia era deixar a Noruega com mais posse em determinados momentos e aproveitar os contra-ataques para surpreender. Ainda assim, o plano não se traduziu em superioridade no placar. Mesmo reconhecendo que o time teve oportunidades, Ancelotti admitiu que o crescimento da Noruega na partida tornou o controle do jogo mais difícil para o Brasil.
A derrota reacende o debate sobre o desempenho da Seleção em confrontos decisivos contra equipes europeias e abre uma série de questionamentos sobre o futuro do projeto liderado por Ancelotti, que agora passa a ser cobrado por respostas após a queda precoce no torneio.
