PCDF prende casal suspeito de aplicar golpe do falso advogado

Criminosos utilizavam informações verdadeiras de processos, videochamadas e transferências via Pix para enganar vítimas no Distrito Federal

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou nesta quinta-feira (13) uma operação contra suspeitos de aplicar o chamado “golpe do falso advogado”.

A ação, coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia, localizada na Estrutural, resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. As diligências ocorreram na capital paulista e em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Segundo a investigação, os criminosos utilizavam informações verdadeiras de processos judiciais para conquistar a confiança das vítimas. Os suspeitos se apresentavam como advogados, representantes de escritórios ou servidores de órgãos do Poder Judiciário.

Na sequência, alegavam que seria necessário pagar taxas ou realizar operações bancárias para liberar valores supostamente obtidos em ações judiciais.

Em um dos casos, uma vítima transferiu R$ 3.999,99 por Pix para a conta de uma terceira pessoa. Depois do pagamento, os criminosos interromperam o contato.

Videochamada e compartilhamento de tela

Em outra ocorrência, uma mulher teria se apresentado como advogada da vítima. Posteriormente, um homem entrou em contato afirmando ser servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Durante uma videochamada, ele convenceu a vítima a compartilhar a tela do celular e acessar aplicativos financeiros. Foram realizadas transferências de R$ 1,5 mil e R$ 690,46. Uma terceira movimentação, no valor de R$ 3 mil, não chegou a ser concluída.

A investigação também identificou uma compra de R$ 4.069,43 em uma plataforma de hospedagens, utilizando o cartão da vítima.

A PCDF identificou pelo menos três estelionatos praticados no Distrito Federal em um intervalo de nove dias, além de várias tentativas. Um homem de 24 anos e uma mulher de 25 foram presos em São Paulo. Dinheiro e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão periciados.

Os investigados poderão responder por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As informações são da PCDF.

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