A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na noite desta terça-feira (14), a cerimônia de entrega do prêmio “Ser Mulher”, no auditório da Casa. A iniciativa é resultado de articulação das frentes parlamentares presididas pelo deputado Eduardo Pedrosa, em parceria com a rede de ensino superior UNINASSAU.
A solenidade reuniu autoridades dos poderes Legislativo e Judiciário, representantes do meio acadêmico e da sociedade civil para homenagear 18 mulheres cujas trajetórias se destacam em áreas como educação, saúde, direitos humanos, empreendedorismo, cultura, comunicação, esporte, justiça e inclusão.
Durante o evento, a professora e mestre em Educação Rosana Cipriano Jacinto da Silva ressaltou a importância do reconhecimento como instrumento de valorização e continuidade do trabalho. “Ser mulher é ocupar espaços de destaque, e isso exige resiliência, paixão, dedicação e vocação. Recebo este prêmio não como um ponto de chegada, mas como combustível para continuar inspirando outras mulheres”, afirmou.
Na área do empreendedorismo e da infância, Samara Freitas destacou o impacto do brincar no desenvolvimento infantil. Fundadora de uma empresa voltada à criação de brinquedos educativos, ela enfatizou o papel da infância na formação das pessoas. “A infância é um terreno que a gente pisa a vida inteira. É com esse propósito que eu sigo criando brinquedos, para construir um futuro melhor para o Brasil”, disse.
A arte-educadora Luísa Melo de Vasconcelos, que atua em projetos voltados à diversidade e ao acesso à cultura, reforçou a inclusão como princípio fundamental. “Inclusão não é adaptar as pessoas ao nosso mundo, é transformar o mundo para que todas façam parte dele, com respeito, afeto e alegria”, declarou.
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A cerimônia também destacou mulheres que atuam diretamente na defesa de direitos e na construção de políticas públicas. A defensora pública Amanda Cristina Ribeiro, especialista em direitos humanos e inclusão, enfatizou a importância da atuação conjunta entre diferentes setores. “A mudança só é feita no coletivo. Quando um parlamentar se soma a essas causas, cria-se uma verdadeira rede de proteção para as pessoas com deficiência”, pontuou.
Na categoria Diversidade e Direitos Humanos, a professora e vice-presidente da OAB-DF Roberta Batista de Queiroz destacou o simbolismo da presença feminina nos espaços de decisão. “Quando uma mulher é reconhecida, todas nós estamos presentes nela. Não é fácil estar nos espaços de decisão, mas também não é impossível”, afirmou.
Outras homenageadas também representaram a diversidade do evento, entre elas a subsecretária de Saúde Mental do DF, Fernanda Figueiredo Falcomer, a religiosa Elka Cristina dos Santos Ribeiro, a enfermeira e gestora pública Roberta Fiúza, a médica especialista em doenças raras Marina Alves Noronha e a ex-atleta e gestora esportiva Fabíola Constâncio.
A deputada federal Erika Kokay, homenageada na categoria Trabalho e Empreendedorismo, ressaltou a pluralidade das trajetórias femininas representadas na premiação. “A coragem é coisa de nascença nas mulheres. Valorizar essas trajetórias é reafirmar que a luta por igualdade de direitos não é menor — ela é estruturante para uma sociedade de paz”, declarou.
Outro momento marcante foi a homenagem a Maria Clara Machado Israel, conhecida como Clarinha, secretária parlamentar na CLDF e ativista na defesa dos direitos das pessoas com síndrome de Down. Em seu discurso, destacou a importância da visibilidade e do respeito. “Ser mulher é ser forte todos os dias para lutar por direitos básicos. Este prêmio não é só meu; é de todas as mulheres que querem ser vistas, respeitadas e valorizadas do jeito que são”, afirmou.
O deputado distrital Eduardo Pedrosa ressaltou que a premiação reflete o trabalho desenvolvido pelas frentes parlamentares que preside, com foco no fortalecimento das políticas públicas e na valorização das mulheres. “As frentes parlamentares mais transformadoras desta Casa são conduzidas majoritariamente por mulheres, e isso diz muito sobre quem está à frente das mudanças reais”, afirmou.
O reitor da UNINASSAU Brasília, Diogo Gonçalves Ferreira, destacou que a iniciativa simboliza o reconhecimento do papel das mulheres na construção de uma sociedade mais justa. “Nada disso seria possível sem o olhar de mulher, a sensibilidade, a empatia e a capacidade de acolher. Este prêmio reconhece a força feminina que transforma realidades todos os dias”, afirmou.
Por Cris Oliveira – Jornalista | Blog da Cris
Especialista em política, políticas públicas, empreendedorismo e cobertura institucional.
