Celina Leão lança programa para integrar atendimento e reduzir filas no SUS no DF

Iniciativa do GDF prevê mais de 220 mil atendimentos em áreas com alta demanda, como ortopedia, cardiologia e saúde visual

O Governo do Distrito Federal deu início a um novo programa voltado à ampliação e integração dos atendimentos na rede pública de saúde. A proposta, apresentada pela governadora Celina Leão, busca garantir continuidade no cuidado ao paciente, evitando interrupções entre consultas, exames e tratamentos.

Segundo a governadora, o objetivo é corrigir uma falha recorrente no sistema público. “Muitas vezes a pessoa fazia a consulta e precisava de um exame, mas o atendimento parava ali. Nós estamos resolvendo isso, integrando a linha de cuidado para que o paciente tenha o diagnóstico e o tratamento completos”, afirmou.

Áreas com maior demanda

O programa reúne dez projetos que contemplam especialidades com alta demanda reprimida no SUS. A ortopedia e a saúde visual concentram o maior volume de atendimentos.

Os projetos voltados à ortopedia — Diagnóstico Ortopédico Ampliado e Ofertas de Cuidados Integrados (OCI) — somam mais de 100 mil pacientes. Já as iniciativas Visão Além do Alcance e Além do Olhar devem atender quase 70 mil pessoas.

Na área de cardiologia, estão previstos mais de 35 mil atendimentos, incluindo avaliação de risco cirúrgico e diagnóstico de doenças como insuficiência cardíaca e síndrome coronariana crônica.

Outras especialidades também foram incluídas no programa:

  • Otorrinolaringologia: 11.590 atendimentos
  • Saúde da mulher: 3.218
  • Odontologia: 1.200
  • Reabilitação locomotora: 1.100
  • Urologia oncológica: 1.015

A iniciativa amplia o acesso em diversas frentes, incluindo urologia, oncologia e cardiologia, com foco na redução do tempo de espera por atendimento.

Estratégia integrada

O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, destacou que o programa foi estruturado para atuar de forma simultânea nos diferentes níveis da rede.

“Quando a gente fala de saúde, fala de eixos. Temos o ambulatorial, com consultas e exames, e o cirúrgico. Não adianta atacar só um deles, porque isso gera gargalos no outro”, explicou.

De acordo com o secretário, a estratégia inclui o encaminhamento de cirurgias de menor complexidade para a rede privada, permitindo que os hospitais públicos foquem nos casos mais graves.

“O paciente entra pela consulta, faz o diagnóstico e, se necessário, já segue para o procedimento. A ideia é trabalhar toda a linha de cuidado de forma integrada, evitando interrupções e reduzindo o tempo de espera”, completou.

Financiamento e apoio político

Os recursos que viabilizam o programa são provenientes, em grande parte, de emendas parlamentares da bancada federal do Distrito Federal. Durante o anúncio, foram citados parlamentares que contribuíram com os investimentos, além de outros nomes que destinam recursos para a saúde da capital.

A governadora reforçou que o programa faz parte de um conjunto mais amplo de medidas. “Nosso objetivo é zerar as filas com apoio dos parlamentares e com a suplementação da rede. Isso ajuda, mas não resolve sozinho. Por isso, estamos estruturando novos programas para ampliar ainda mais as cirurgias e os atendimentos”, afirmou.

Meta: reduzir filas e ampliar acesso

Com foco na integração dos serviços e no aumento da capacidade de atendimento, a iniciativa pretende reorganizar o fluxo dentro do SUS no DF, garantindo que o paciente não precise recomeçar o processo a cada etapa.

A expectativa do governo é que a medida reduza significativamente as filas e melhore a eficiência do sistema público de saúde, especialmente nas áreas mais críticas.

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