Em visita a Israel até 4 de abril, o presidente Jair Bolsonaro tem feito uma série de declarações de cunho religioso, que acabaram gerando polêmicas. Parte da mídia reclamou do tom usado pelo capitão.
Logo ao aterrissar em Tel Aviv, onde foi recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o mandatário brasileiro lembrou de sua primeira visita ao país, em 2016, quando se batizou no Rio Jordão. “Foi uma emoção, um compromisso, uma fé verdadeira que me acompanhará o resto da minha vida”, assegurou.
Disse ainda que espera levar ensinamentos de Israel para o Brasil: “Sabemos que Israel não é tão rico como o Brasil em recursos naturais e outras coisas. Mas eu dizia: olha o que eles não têm e veja o que eles são. E falava: olha o que nós temos e veja o que não temos. Como poderemos ser iguais a eles? Ter a mesma fé que eles têm”, continuou, citando na sequência a passagem bíblica de João 8:32.
Repetindo uma frase da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, Bolsonaro declarou ser “terrivelmente cristão”.
Em outro momento, quando o porta-voz Otávio General Santana do Rêgo Barros falou com a imprensa, deixou claro que o presidente não deverá visitar os lugares sagrados para o Islã. Contudo, faz parte do planejamento ir à basílica do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações, locais sagrados para cristãos e judeus.
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O governo brasileiro não confirmou a visita da comitiva brasileira aos Territórios Palestinos, como foi especulado. O anúncio da abertura de um escritório de negócios em Jerusalém foi comemorado por Netanyahu como o “primeiro passo” para a mudança da embaixada, uma promessa de campanha de Bolsonaro.
