![]() |
|
| Manifestantes estendem a Bandeira Nacional no gramado da Esplanada dos Ministérios durante o ato da última quarta-feira: mobilização |
Em meio a especulações da perda de força das manifestações em Brasília, alguns grupos se articulam para continuar nas ruas e não deixar o movimento acabar. Mesmo com respostas do governo a algumas reivindicações, os organizadores das marchas planejam uma agenda de mobilizações para manter as pressões populares sob o Legislativo e o Executivo (veja ilustração). Hoje, haverá um encontro com as lideranças de todos os movimentos a fim de discutir o rumo dos protestos na capital federal. As crianças também se reunirão no Parque da Cidade. Amanhã, a indignação com os gastos para a Copa do Mundo de 2014 levará os brasilienses para a frente do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.
- Lula define conflito no Oriente Médio como “guerra da insensatez”
- Lula defende reciprocidade após a expulsão de delegado brasileiro dos Estados Unidos
- Lula defende pioneirismo dos biocombustíveis brasileiros durante visita à Alemanha
- Frente Ambientalista apresenta plano para guiar agenda do Congresso
- Lula pede apoio das centrais sindicais para acabar com a escala 6×1
A mobilização do fim de semana tem início hoje à tarde no Museu da República, com a Grande Assembleia dos Povos do DF. Os participantes vão elaborar uma carta comum de reivindicações e uma nova programação de protestos. “Desde os primeiros atos, sentimos falta de bandeiras mais específicas. Pedir mais saúde e educação é muito bom, mas é genérico e afasta as possibilidades concretas de mudança. O objetivo da assembleia é construir coletivamente pautas mais claras”, explicou Thiago Ávila, um dos organizadores do evento.
Farão parte do debate de hoje os jovens que mobilizaram milhares de pessoas pelas redes sociais para participarem das marchas e ocuparem o gramado da Esplanada dos Ministérios nas últimas duas semanas. Além deles, haverá representantes de organizações sociais e coletivas, como o Passe Livre e o Comitê Popular da Copa (Concopa). Mas a discussão é aberta a todos. Até a noite de ontem, mais de 2 mil confirmaram presença por meio de uma página na internet. “Queremos manter acesa a chama da luta social. A ideia é pensar a mobilização com a participação de todos, é um espaço aberto”, completou Thiago.

