A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta segunda-feira (24) uma carta aberta aos candidatos a cargos eletivos em 2026, apresentando contribuições para o debate sobre saúde e ciência.
A entidade, que tem entre suas atribuições a produção de vacinas e medicamentos, destaca temas prioritários que visam orientar as discussões e propostas de campanha.
Entre os desafios em saúde mencionados pela Fiocruz estão a desigualdade no acesso a serviços entre as regiões, as mudanças climáticas, a violência e a desinformação.
“Priorizar a saúde exige um olhar que transcende hospitais e medicamentos. Implica reconhecer que as condições de saúde são produzidas nas relações entre políticas públicas, formas de organização da vida social, produção do conhecimento, trabalho, ambiente e democracia”, aponta a entidade.
No documento, a Fiocruz lista sete prioridades como um “convite ao diálogo” e uma contribuição ao debate público sobre os rumos do país nas eleições de 2026.
- Agenda dos candidatos à Presidência da República para segunda-feira, 24 de outubro
- SBPC convoca candidatos ao governo a assinar compromisso com a ciência
- TRE-SP mantém inelegibilidade de Marçal ao negar recurso
- Celina promete revitalizar Avenida Comercial de Taguatinga e aposta em novo movimento com Centro Administrativo
- Agenda dos candidatos à Presidência para esta segunda-feira (24)
“O objetivo é oferecer prioridades para o país, dialogando com a sociedade, com as candidaturas e com as equipes que irão formular propostas para os próximos anos.”
As sete prioridades elencadas são:
• fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar o cuidado em todo o país;
• valorizar quem trabalha na saúde;
• produzir mais ciência, vacinas, medicamentos e tecnologias no Brasil;
• reduzir desigualdades e proteger as populações em maior situação de vulnerabilidade;
• preparar o país para os impactos da crise climática e novas emergências em saúde ou pandemias;
• reforçar a confiança pública, enfrentar a desinformação e ampliar o diálogo entre ciência e sociedade;
• defender o desenvolvimento sustentável e o papel do Brasil na cooperação internacional em saúde.
Fonte: Agência Brasil
